EUA dizem que eleições na Venezuela não foram livres nem justas

Washington, 16 out (EFE).- O governo dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira que as eleições realizadas ontem na Venezuela não foram livres nem justas, e alertou que seguirá pressionando econômica e diplomaticamente a "ditadura" do presidente Nicolás Maduro para que a democracia seja restaurada no país.

"Condenamos a falta de eleições livres e justas ontem na Venezuela. A voz do povo venezuelano não foi ouvida", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, em comunicado.

As eleições para os governos estaduais de ontem deram uma vitória esmagadora aos chavistas, mas a oposição se negou a reconhecer o resultado, denunciando irregularidades durante o pleito.

A porta-voz disse que as preocupações que o governo americano tinha em relação às eleições "se cumpriram".

"Houve falta de observadores independentes e críveis, falta de auditoria técnica para a apuração do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), mudanças de último minuto de locais de votação sem notificação pública, manipulação das cédulas, e uma disponibilidade limitada de máquinas de votação nos bairros da oposição", disse.

Nauert destacou, no entanto, a "valentia, determinação e vontade do povo venezuelano", que foi exercer o direito constitucional de votar nas eleições de ontem.

"Enquanto o regime de Maduro seguir se comportando como uma ditadura autoritária, trabalharemos com os membros da comunidade internacional e imporemos todo o peso do poder econômico e diplomático americano em favor do povo venezuelano em sua tentativa de restaurar a democracia", alertou Nauert.

"Seguiremos pedindo ao regime que atenda às necessidades humanitárias de seu povo, respeite a Constituição e a Assembleia Nacional, permita um processo democrático verdadeiro e libere todos os presos políticos", concluiu a porta-voz.

Os resultados oficiais divulgados pelo CNE dão aos chavistas vitória em 17 dos 23 estados do país. A oposição teria levado cinco, à espera da apuração em Bolívar, onde os votos estão sendo recontados porque uma pequena margem separa os dois candidatos.

A Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal aliança de oposição, disse que não reconhece os resultados do pleito pelas múltiplas irregularidades. Parte delas já tinha sido denunciada.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos