"Influências mais radicais prevaleceram" na Catalunha, diz chanceler espanhol

Luxemburgo, 16 out (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, afirmou nesta segunda-feira que o presidente do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, não respondeu ao requerimento do Executivo espanhol sobre a independência com sua carta, ao afirmar que "prevaleceram as influências mais radicais".

"Acredito que prevaleceram as influências mais radicais e agora vamos ver como se desenvolverá a sequência de eventos", afirmou Dastis à imprensa em sua chegada ao Conselho de Ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) em Bruxelas, na Bélgica.

"A carta que conhecemos não constitui uma resposta ao requerimento", frisou Dastis.

O chanceler espanhol afirmou que o governo de Mariano Rajoy responderá à carta do presidente regional "assim que expirar o prazo" dado a Puigdemont.

"Acredito que está claro que o senhor Puigdemont não respondeu, não forneceu o esclarecimento que lhe foi pedido", reiterou o chanceler.

Dastis assinalou que o ocorrido na Catalunha é um "desconhecimento flagrante da ordem constitucional espanhola, da ordem legislativa catalã, do Estado de Direito, dos mínimos princípios democráticos".

"Vamos seguir tentando encontrar uma solução dentro dos canais constitucionais através de um diálogo baseado no órgão dedicado para isto, que é o Parlamento, e com todas as medidas que a Constituição nos fornece, mas sempre com uma atitude proporcionada, serena e prudente", concluiu o chanceler espanhol.

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