Suíça diz que não há condições para mediar diálogo entre Espanha e Catalunha

Genebra, 16 out (EFE).- O governo da Suíça afirmou nesta segunda-feira que as aspirações independentistas da Catalunha são um assunto interno da Espanha, que deve ser abordado dentro do ordenamento constitucional e que, por enquanto, não há condições para uma hipotética "facilitação" de um diálogo entre os Executivos espanhol e catalão.

O Ministério de Relações Exteriores da Suíça se posicionou dessa maneira ao ser questionado pela Agência Efe por causa de um artigo publicado no jornal "Blick", que entrevistou o presidente do governo regional catalão, Carles Puigdemont, e o no qual o mesmo afirmava que "a Catalunha está decidida e sinceramente disposta a empreender um diálogo com Madri caso o governo suíço aceite uma mediação".

A diplomacia suíça "tomou nota dos últimos eventos na Catalunha", disse à Efe o porta-voz do ministério suíço, Pierre-Alain Eltschinger.

O porta-voz enfatizou que "as aspirações independentistas da Catalunha são um assunto interno da Espanha, que deve ser abordado dentro do ordenamento constitucional espanhol" e que "a Suíça respeita plenamente a soberania da Espanha".

A Suíça sempre defende "a manutenção do Estado de Direito e uma solução pacífica de problemas e conflitos através do diálogo", comentou Eltschinger.

O porta-voz detalhou que, em qualquer caso, "uma facilitação" no caso catalão "só pode acontecer se ambas as partes a solicitarem".

"Por enquanto, não há condições para uma facilitação", afirmou o porta-voz.

No dia 10 de outubro, em um comparecimento no parlamento regional da Catalunha, Puigdemont assumiu "o mandato do povo da Catalunha para que (o território) seja um Estado independente na forma de uma república", após o referendo de autodeterminação de 1º de outubro, que foi suspenso pelo Tribunal Constitucional da Espanha, que o considera ilegal, e realizado sem garantias.

No entanto, o líder catalão propôs logo em seguida suspender os efeitos do referendo para empreender um diálogo com o governo presidido por Mariano Rajoy com uma mediação.

Um dia depois, Rajoy exigiu que Puigdemont esclarecesse se declarou ou não a independência, e o líder catalão evitou dar hoje uma resposta e pediu "dois meses" para dialogar e negociar com mediadores uma saída política para a disputa entre a Catalunha e a Espanha.

O governo espanhol afirmou hoje que Puigdemont tem como prazo até a próxima quinta-feira para responder à pergunta e o convidou a dialogar no Congresso dos Deputados, onde reside a soberania popular.

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