Bagdá garante que suas forças controlam todos os campos de petróleo em Kirkuk

Bagdá, 17 out (EFE).- As forças iraquianas asseguraram nesta terça-feira que controlam todos os campos de petróleo da disputada província de Kirkuk, no norte do Iraque, depois da retirada das tropas curdas, revelou à Agência Efe uma fonte militar iraquiana.

Um comandante das forças antiterroristas, o general Maan al Saadi, afirmou à Efe que as forças especiais tomaram dos curdos o campo de Bay Hassan, o maior na província e situado ao nordeste da cidade de Kirkuk, sem que houvesse enfrentamentos.

Segundo a fonte, nos próximos dias os campos recuperados serão entregues às unidades dedicadas à proteção das instalações de petróleo iraquianas e à polícia local em Kirkuk.

Anteriormente, as milícias pró-governamentais Multidão Popular disseram que tinham retomado os importantes campos de petróleo de Bay Hassan e de Avana, situados na zona de Dibis, no marco da operação militar lançada ontem pelo primeiro-ministro iraquiano e líder das forças armadas, Haider al Abadi.

Estes campos se unem aos já recuperados pelas forças iraquianas e milícias xiitas, apoiadas pelo Irã, em Kirkuk: Baba Karkar, Yambur e Jabaz.

Estas plantas estavam antes ocupadas pelas unidades curdas, conhecidas como "peshmergas", depois que expulsaram o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) de parte da província disputada.

Um dos objetivos da campanha militar lançada por Abadi, segundo apontou o governo da região autônoma do Curdistão iraquiano em reação a esta declaração, era tomar o controle dos campos de petróleo.

As forças iraquianas, com o apoio das milícias xiitas, estão tomando o controle de várias áreas da província de Kirkuk, rica em petróleo, e que se transformou no principal centro das tensões entre Erbil - capital do Curdistão - e Bagdá.

Por outro lado, uma fonte de segurança iraquiana declarou à Agência Efe que as forças "peshmergas" se retiraram da localidade estratégica de Bashiqa, 14 quilômetros ao norte da cidade de Mossul, sem dar mais detalhes por enquanto.

Esta escalada de tensão acontece depois que as autoridades curdas se recusaram a anular os resultados do referendo de independência - no qual 92% do 72% da população que participou votou a favor - a pedido do governo central, já que expirou um ultimato de Abadi para entregar Kirkuk a Bagdá.

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