Ministra portuguesa responsável por gestão de incêndios pede demissão

Lisboa, 18 out (EFE).- A ministra de Administração Interna de Portugal, Constança Urbano de Sousa, apresentou formalmente sua demissão, que foi aceita pelo chefe do governo, António Costa, após as críticas à sua gestão dos incêndios dos últimos meses.

Costa anunciou nesta quarta-feira, em um comunicado, que a ministra lhe apresentou sua renúncia "em termos" que não podia rejeitar.

Urbano de Sousa se transforma assim na primeira vítima política da onda de incêndios que causou mais de 100 mortos em apenas quatro meses.

Em uma carta, a ministra considera que, uma vez concluído o período crítico dos incêndios desta mesma semana, que se saldaram com 41 mortos, "estão esgotadas todas as condições" para manter-se no cargo.

A ministra agradece a Costa a confiança depositada nela, não só agora, mas também após a primeira onda de incêndios em Pedrógão Grande, e lhe pede que aceite sua demissão "para preservar" sua "dignidade pessoal".

A titular de Administração Interna estava sendo questionada tanto pela opinião pública como pelos diferentes partidos políticos, um dos quais, o democrata-cristão CDS, já havia anunciado uma moção de censura ao governo de Costa por esta crise.

Ontem, até mesmo o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou a lançar várias e duras advertências ao governo.

Em um discurso à nação em Oliveira do Hospital, uma das localidades mais afetadas pelas chamas, o chefe de Estado destacou que espera que o parlamento, "soberanamente, esclareça se quer manter o governo atual".

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