Trump responde congressista sobre ligação a esposa de militar morto no Níger

Washington, 18 out (EFE). - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confrontou uma congressista democrata nesta quarta-feira que garante ter escutado o governante dizer à viúva de um militar morto em uma emboscada no Níger que o marido dela "sabia ao que tinha se unido".

"A congressista democrata fabricou totalmente o que eu disse à esposa de um soldado que morreu em ação (e eu tenho provas). Triste!", escreveu Trump no Twitter sobre a congressista pela Flórida Frederica Wilson.

Ela, por sua vez, disse à rede "CNN" que também tem provas, ao qualificar Trump de "homem doente" e afirmar que a viúva do sargento David T. Johnson "começou a chorar" depois de conversar por telefone com o presidente porque ele "nem sequer sabia" o nome do seu marido.

O corpo de Johnson, um dos quatro soldados americanos mortos em uma emboscada no Níger no começo do mês, foi recebido ontem com honras militares no Aeroporto Internacional de Miami por autoridades, pela viúva e outros familiares.

A política disse que estava ontem com a viúva de Johnson quando ela atendeu à ligação de Trump e ouviu parte da conversa.

"Basicamente ele (Trump) disse, 'bom, suponho que ele (Johnson) sabia ao que tinha se unido, mas mesmo assim dói'", afirmou Frederica na noite de ontem em entrevista à "CNN".

Esta nova polêmica se soma ao problema causado por algumas declarações de Trump sugerindo que seus antecessores na Casa Branca não se comportaram da forma devida com familiares de membros das Forças Armadas mortos em combate. Em uma inesperada entrevista coletiva na segunda-feira, na Casa Branca, Trump foi perguntado sobre o motivo de ainda não ter falado publicamente sobre a morte dos militares no Níger.

"Se olharem para o presidente (Barack) Obama e outros presidentes, a maioria deles não fez ligações, muitos deles não fizeram ligações (aos familiares dos falecidos)", respondeu Trump.

Ao ser questionado por um jornalista sobre tal afirmação ser falsa, Trump pareceu retificar, ainda que não de todo.

"Acredito que o presidente Obama fez algumas vezes, e outras talvez vezes não. Não sei. Foi o que me disseram. Outros presidentes não telefonaram, escreveram cartas. E alguns presidentes não fizeram nada", argumentou Trump.

Perante a onda de críticas, Trump se defendeu ontem com um exemplo concreto sobre o seu chefe de gabinete, o general John Kelly, que perdeu um filho que servia no Afeganistão em 2010.

"Podem perguntar ao geral Kelly se ele recebeu uma ligação de Obama. Podem perguntar a outras pessoas. Eu não sei qual era a política de Obama. Eu escrevo cartas e também ligo", explicou Trump em entrevista à rádio "Fox News".

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