Bélgica condena violência na Catalunha, pede diálogo e nega crise com Espanha

Bruxelas, 19 out (EFE).- O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, reiterou nesta quinta-feira que a posição do seu governo a respeito da crise institucional na Catalunha é de condenar a violência e pedir o diálogo entre as partes e o respeito da ordem nacional e internacional.

Em sua chegada à cúpula de líderes da União Europeia (UE), que será realizada hoje e amanhã em Bruxelas, Michel negou que haja uma crise diplomática entre a Bélgica e a Espanha.

"Condeno a violência, convido ao diálogo e peço uma desescalada", repetiu o chefe de governo belga.

Perguntado sobre suas declarações publicados no último fim de semana no jornal "Le Soir", quando disse que se o diálogo na Espanha fracassasse, caberia o planejamento de uma mediação internacional, Michael minimizou.

"Acredito que há muito nervosismo (...) que parte de uma crise política na Espanha, eu entendo. A Espanha é um país amigo. Sempre pedimos diálogo, o respeito à ordem nacional e à ordem internacional, ao Estado de direito. Somos coerentes, constantes", disse.

"Talvez tenha havido interpretações, instrumentalizações das palavras nesta situação de crise na Espanha", acrescentou.

Michael apontou que não tem prevista uma reunião bilateral durante a cúpula com o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, mas ressaltou que entre os dois países houve "contato permanente" no mais alto nível diplomático "nos últimos dias".

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