Poder Judicial espanhol nega que haja presos políticos no país

Madri, 19 out (EFE).- O presidente do Tribunal Supremo e do Conselho Geral do Poder Judicial da Espanha, Carlos Lesmes, disse nesta quinta-feira que os líderes das organizações independentistas catalãs ANC e Òmnium Cultural não estão na prisão por suas ideias, já que "na Espanha não há presos políticos".

Lesmes respondeu assim à imprensa ao ser perguntado pela decisão de uma juíza da Audiência Nacional de ditar a prisão provisória incondicional contra os presidentes da Assembleia Nacional Catalã (ANC), Jordi Sánchez, e do Òmnium Cultural, Jordi Cuixart, por um suposto delito de "insurreição".

A magistrada Carmen Lamela os acusa de "promover" o assédio à Guarda Civil (corpo de segurança estatal) em Barcelona enquanto realizavam, no último dia 20 de setembro, uma operação em uma dependência do governo regional catalão em cumprimento de uma ordem judicial.

O governo da Catalunha, partidos independentistas catalães e alguns partidos nacionais de esquerda, como o Podemos, consideram, no entanto, que os dois são "presos políticos", uma opinião expressada também pelo presidente da Venezuela, Nicólas Maduro.

Nesse sentido, Lesmes insistiu hoje que na Espanha "não há presos políticos" desde que entrou em vigor a Constituição espanhola de 1978.

"Temos 40 anos de democracia em nosso país e, ao longo destas quatro décadas, ninguém esteve encarcerado por suas ideias políticas e tampouco estão encarcerados estes dois senhores por suas ideias políticas", ressaltou Lesmes.

Por fim, Lesmes lembrou que os políticos "não estão isentos de cumprir a lei e estão tão obrigados a isso como os demais cidadãos". EFE

nac/rsd

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