Soldados malineses capturados pela Al Qaeda pedem sua liberdade em vídeo

Rabat, 19 out (EFE).- Um grupo de 11 soldados malineses sequestrados em diferentes momentos apareceu em um vídeo divulgado nas últimas horas pela filial da Al Qaeda em Mali, e pediu às autoridades do Mali que intervenham para libertá-los.

O portal menastream.com, especializado na segurança no Norte da África e no Sahel, foi quem recebeu o vídeo, mas só transmitiu trechos da fita e a descrição do seu conteúdo, além de informar que apenas seis soldados falaram na gravação.

Os militares, vestidos com peças saarianas cinzentas e sentados sobre um tapete, falaram sobre as circunstâncias do seu sequestro e se dirigiram ao presidente malinês, Ibrahim Boubacar Keïta, na sua qualidade de "pai de todos os malineses", para que os liberte.

O portal informativo explicou que os prisioneiros parecem estar em boa forma, levando em conta as circunstâncias da sua detenção (alguns deles passaram quase um ano e meio em cativeiro).

A agência mauritana "Sahara Media", especializada no jihadismo na área do Sahel, indicou que esses soldados foram sequestrados por diferentes grupos, que mais tarde (no último mês de março) se fundiram para criar a filial da Al Qaeda no Sahel, chamado Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos.

Desde então, o jihadismo tem se reorganizado na região do Sahel sob a autoridade do malinês Iyad Ag Ghali, que lidera assim uma aliança de quatro dos grupos mais ativos e pôs a França e as forças governamentais de Mali no topo da sua lista de inimigos.

Atualmente este grupo jihadista reconheceu que tem 11 soldados malineses e cinco estrangeiros como reféns, enquanto que o destino do cidadão americaino Jeffrey Woodke, que desapareceu em outubro do ano passado no Níger, e a identidade dos seus sequestradores permanecem desconhecidos.

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