Espanha rastreia ligações telefônicas de investigados por insurreição

Madri, 20 out (EFE).- A juíza da Audiência Nacional da Espanha, Carmen Lamela, solicitou nesta sexta-feira um relatório sobre o tráfego de ligações feitas pelos quatro investigados por um delito de insurreição nas semanas prévias e durante a realização do referendo independentista na Catalunha de 1º de outubro.

Concretamente, a magistrada pede que sejam identificados os números de telefone do chefe da polícia catalã (Mossos d'Esquadra), Josep Lluís Trapero, a tenente dessa corporação, Teresa Laplana, bem como dos dirigentes da Assembleia Nacional Catalã (ANC) e do Òmnium Cultural, Jordi Sánchez e Jordi Cuixart, respectivamente, ambos em prisão sem fiança desde a segunda-feira passada.

Na sua petição à Guarda Civil, Lamela requer também que se peça às companhias telefônicas a lista de chamadas e de mensagens de texto emitidas pelos quatro acusados entre 15 de setembro e 2 de outubro, dias nos que se desenvolveram os fatos pelos quais estão sendo investigados.

Lamela determinou na segunda-feira passada a prisão dos líderes da ANC e do Òmnium Cultural, acusados de "promover" o assédio à Guarda Civil em 20 de setembro, durante uma operação para impedir a realização do referendo de 1º de outubro, que havia sido suspenso pelo Tribunal Constitucional.

No entanto, deixou Trapero e Laplana em liberdade, com medidas cautelares, ainda que a procuradoria tenha solicitado depois a ampliação da investigação à atuação do chefe dos Mossos no dia da consulta.

No marco destas novas diligências de investigação, Lamela pediu na terça-feira à polícia catalã a identificação dos agentes que atuaram na operação para impedir a consulta.

Quanto às atividades dos dois líderes independentistas encarcerados, solicitou também informação a algumas entidades financeiras sobre os movimentos bancários das contas das duas organizações que dirigem.

A juíza requererá todos os dados relativos às contas bancárias, empréstimos ou créditos, cartões, cheques, transferências relacionadas com essas entidades, bem como a identificação dos titulares e autorizados nessas operações bancárias.

Fontes fiscais descartaram que a procuradoria peça o indiciamento da ANC e do Òmnium Cultural, uma vez que as pessoas jurídicas não podem ser investigadas por um delito de insurreição.

No entanto, reconheceram que essas associações estão sendo investigadas para esclarecer se foram utilizadas com fins ilegítimos e delitivos que pudessem derivar em uma suspensão de atividades.

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