Governo venezuelano intervém na polícia em estados onde perdeu eleições

Caracas, 20 out (EFE).- O governo da Venezuela interveio nas corporações regionais de polícia nos cinco estados em que seus candidatos a governador foram derrotados pela aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) nas eleições regionais do último domingo, cujos resultados foram amplamente questionados.

Em uma edição do "Diário Oficial" do país sul-americano, difundida nesta sexta-feira por veículos da imprensa venezuelana, estão estabelecidas as cinco resoluções do Ministério de Interior e Justiça para as corporações policiais de dois estados do leste, Nueva Esparta e Anzoátegui, de Mérida, na região dos Andes a oeste, bem como em Zulia e Táchira, territórios fronteiriços com a Colômbia.

"(As resoluções) ordenam iniciar a intervenção nas corporações de polícia pela suposta participação em massa e continuada de seus funcionários e funcionárias em violações de direitos humanos, em redes criminosas e em atividades que atentam contra a ordem constitucional", diz o decreto do "Diário Oficial" datado de quarta-feira.

O governo nomeou juntas interventoras nas cinco regiões e determinou que elas têm autoridade para submeter a auditorias todo o pessoal, para fazer redução do quadro de funcionários e uma reestruturação administrativa, além de ativar o serviço de polícia comunal, uma força de proximidade que se define como "predominantemente preventiva".

A decisão também proíbe que as corporações policiais afetadas realizem a prestação de serviços, bem como a aquisição de armas, munição e equipamento básico durante o tempo que durar a intervenção; 180 dias, com a possibilidade de uma prorrogação por mais 90.

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que governava os cinco estados onde foi determinada a intervenção nos corpos policiais, ganhou 18 dos 23 governos regionais que estavam em disputa nas eleições de domingo, segundo o boletim oferecido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela.

A MUD e boa parte da comunidade internacional denunciaram o conjunto dos resultados como "fraudulento", enquanto alguns candidatos opositores vencidos anunciaram impugnações e o parlamento, de maioria contrária ao governo, pretende solicitar uma auditoria internacional do pleito.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos