Obama faz campanha pela primeira vez desde que deixou a Casa Branca

Washington, 20 out (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou na quinta-feira, por primeira vez desde que deixou a Casa Branca em janeiro, de duas manifestações de candidatos governamentais democratas com o objetivo de reverter a tendência eleitoral negativa que seu partido está passando.

Obama esteve primeiro em Nova Jersey para apoiar o candidato democrata, Phil Murphy, que no próximo dia 7 de novembro tentará derrubar o governo republicano.

Murphy, um ex-banqueiro de Wall Street, disputará com a atual vice-governadora republicana, Kim Guadagno, já que o governador, Chris Christie, não pode disputar um terceiro mandato.

Apesar da liderança de Murphy nas pesquisas, Obama recomendou aos simpatizantes democratas que não deem a eleição como ganha.

"Você não pode dar esta eleição, ou nenhuma eleição como vencida. Eu não sei se vocês já perceberam isso", disse Obama, em uma clara referência às últimas presidenciais, onde ninguém apostava na vitória do atual presidente, Donald Trump, diante de Hillary Clinton.

Embora não cite seu sucessor, Obama criticou o atual rumo do país: "Algumas das políticas que vemos agora, pensamos que as deixamos para trás, quero dizer, essas pessoas se parecem com 50 anos atrás. Estamos no século XXI, não no século XIX".

Em seguida, o ex-presidente seguiu para Virgínia. Neste caso, os democratas aspiram manter o estado que já conquistaram há quatro anos.

Como o atual governador, Terry McAuliffe, não pode se candidatar novamente, quem está concorrendo é seu vice, Ralph Northam.

Northam, que lidera as pesquisas, enfrentará o republicano Ed Gillespie, antigo assessor do ex-presidente George W. Bush e que mantém uma prudente distância com Trump, muito impopular nos subúrbios de Washington.

Em Richmond, capital de Virgínia, e diante de milhares de pessoas, Obama também não citou diretamente Donald Trump, mas criticou os candidatos que "dividem" as pessoas para ganhar as eleições: "Se você tiver que ganhar uma campanha dividindo as pessoas, então não você poderá governá-los", advertiu.

Com as eleições em Virgínia e Nova Jersey, os democratas aspiram em reverter uma dinâmica eleitoral perdedora que os deixou fora da Casa Branca, sem controle do Senado, nem da Câmara dos Representantes e com um poder estatal limitado.

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