Malta oferece 1 milhão de euros por informação de assassinos de jornalista

Roma, 21 out (EFE).- O governo de Malta ofereceu neste sábado uma recompensa de 1 milhão de euros em troca de informações que permitam identificar os responsáveis pelo assassinato da jornalista investigativa Daphne Caruana Galizia.

O governo do primeiro-ministro Joseph Muscat expressou, em comunicado, sua determinação de solucionar o crime e levar os autores à Justiça. E decidiu oferecer a recompensa por considerar que é um "caso de extraordinária importância".

"Deve-se fazer justiça, custe o que custar", disse o governo no comunicado, que garante também a proteção de quem fizer a denúncia.

Caruana Galizia, de 53 anos, investigava a relação entre políticos malteses, incluindo o primeiro-ministro e sua esposa, com o escândalo do Panamá Papers e outros casos de corrupção.

A jornalista morreu na segunda-feira quando seu carro explodiu a poucos metros de sua casa, um crime que comoveu a opinião pública de Malta e fez Muscat pedir ajuda internacional para solucioná-lo.

O primeiro-ministro acredita que pessoas de fora de Malta foram responsáveis pela morte da repórter. Especialistas da Holanda, da Itália e dos Estados Unidos já trabalham no caso.

Enquanto tentam acessar os arquivos que a jornalista mantinha em seu computador, os investigadores discutem diferentes hipóteses para o crime, como a máfia, as milícias líbias ou os narcotraficantes que operam nessa região do Meditarrâneo, segundo a imprensa local.

Os filhos de Caruana Galizia, Matthew, Andrew e Paul, criticaram o governo de Malta, que classificaram de "mafioso" e pediram que Muscat renuncie ao cargo, considerando-o como responsável pela impunidade que reina no país.

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