Oposição na Espanha se divide após medidas do governo contra a Catalunha

Madri, 21 out (EFE).- Os partidos de oposição da Espanha se mostraram divididos entre os que apoiam as medidas determinadas neste sábado pelo governo central para restabelecer a ordem constitucional na Catalunha e os que rejeitam as propostas feitas pelo Executivo liderado por Mariano Rajoy.

Rajoy propôs hoje a destituição do presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, e de todos seus conselheiros. O presidente do governo da Espanha quer também limitar as funções do parlamento catalão e convocar eleições em um prazo de seis meses. As medidas devem ser ainda aprovadas pelo Senado.

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), principal da oposição, e o Ciudadanos, quarta força do parlamento central, tinham apoiado anteriormente a aplicação do artigo 155 da Constituição, que prevê a tomada de medidas quando o líder de uma região autônoma do país não cumpre com a legalidade.

O líder do PSOE, Pedro Sánchez, disse hoje que a separação é o "Brexit" da Catalunha e que o partido está a favor da Constituição e de colocar um freio na "quebra da convivência" na região.

O presidente do Ciudadanos, Albert Rivera, pediu a convocação de eleições "legais, democráticas e autônomas" na Catalunha o mais rápido possível. Ele chegou até a citar uma data, o dia 28 de janeiro, para "restabelecer a democracia" na região.

Por outro lado, o secretário de Organização do Podemos, Pablo Echenique, acusou o governo de "incendiar" a Catalunha ao convocar "eleições pela força", o que significaria uma "suspensão" da democracia.

"Hoje é um dia terrível para a democracia", disse o representante do Podemos, terceira força do parlamento espanhol.

Entre os partidos catalães favoráveis à separação, a coordenadora-geral do PDeCAT, Marta Pascal, correligionária de Puigdemont, disse que a destituição de todo o governo regional é o "pior ataque em séculos" contra o povo da Catalunha.

A secretária-geral do ERC, Marta Rovira, avaliou que as decisões do governo central são um "golpe de Estado" contra a "maioria legal e democrática do parlamento catalão".

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