Argentinos votam com tranquilidade em eleições legislativas

Buenos Aires, 22 out (EFE).- Os argentinos votam normalmente e sem grandes incidentes neste domingo para renovar um terço do Senado e a metade da Câmara dos Deputados, nas primeiras eleições legislativas desde a chegada de Mauricio Macri à presidência.

Ao meio-dia (mesmo horário em Brasília), 29% dos eleitores habilitados tinham votado, de acordo com o secretário de Atuação Eleitoral da Câmara Nacional Eleitoral, Sebastián Schimmel. Segundo ele, até o momento, a taxa de participação é superior ao número registrado nas primárias de agosto.

"Estamos sem incidentes que tenham a ver com o processo eleitoral. Nas escolas, a votação está acontecendo normalmente", afirmou ele ao canal "Todo Noticias", ressaltando que não foi necessário aplicar nenhum tipo de protocolo especial.

De acordo com ele, os primeiros resultados serão comunicados pelo Ministério do Interior às 21h e a Câmara Nacional Eleitoral acredita que, por ter menos candidatos do que nas primárias, a apuração vai ser "mais simples e mais rápida".

O período de reflexão foi marcado pelo caso Santiago Maldonado, cujo corpo foi identificado na semana passada, depois de ele passar quase 80 dias desaparecidos após participar de um protesto pela causa indígena no sul do país e que foi reprimido pela Polícia.

Ao votar neste domingo, o presidente Mauricio Macri assegurou estar "preocupado" com o que aconteceu, mas pediu "prudência" e que as pessoas deixem a Justiça agir depois de que a autópsia revelou que o corpo não tinha lesões, apesar de familiares e organismos de direitos humanos responsabilizam à Polícia pelo ocorrido. Ele aproveitou para dizer que o dia está correndo "muito bem em todo o país" e chamou os argentinos a exercer o seu "direito democrático" ao voto.

"Estamos contentes com o que vem acontecendo no país. Acreditamos que temos um grande futuro pela frente", afirmou o governante, visivelmente otimista.

Por sua vez, a ex-presidente e candidata ao Senado pela província de Buenos Aires, Cristina Kirchner, também fez referências a Maldonado e afirmou que essa é a primeira vez que uma eleição acontece com essas condições.

"Pelo menos até agora, o país está votando com muita tranquilidade. Hoje, o povo fala. É um dia muito importante para a democracia", avaliou ela, que não votou porque tem o seu domicílio eleitoral em Río Gallegos, a 2.500 quilômetros de Buenos Aires, e, conforme explicou, os horários disponíveis de voos não permitiriam ir e voltar à cidade no mesmo dia.

Aproximadamente, 33 milhões de pessoas estão habilitadas a votar neste domingo, até às 18h, em 14.500 locais, que totalizam 90.084 mesas.

Nestas eleições, serão escolhidos 127 deputados para um período de quatro anos e 24 senadores - correspondentes a oito províncias do país - para seis anos.

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