Zimbábue pede que OMS defenda indicação de Mugabe a embaixador da Boa Vontade

Harare, 22 out (EFE).- O governo do Zimbábue pediu neste domingo ao diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, para defender a nomeação do presidente do país, Robert Mugabe, como embaixador da Boa Vontade do órgão, após a instituição ter decidido anular a indicação.

O ministro de Educação Superior, Jonathan Moyo, disse que a OMS perde o respeito se reverter a decisão. Porém, o órgão já decidiu anular a designação de Mugabe como embaixador da Boa Vontade.

"Ouvi cuidadosamente todos aqueles que expressaram preocupação e todos os diferentes pontos destacados", disse Tedros em nota.

Essa escolha, anunciada na Conferência Mundial sobre Doenças Não Transmissíveis, realizada no Uruguai, gerou muitas críticas da comunidade internacional.

O governo do Reino Unido, por exemplo, tinha classificado ontem como "surpreendente e decepcionante" a nomeação de Mugabe.

Horas antes da decisão de Tedros, Moyo disse no Twitter que era preciso reconsiderar o foco e fazer um ajuste para o futuro, mas que a OMS perderia o respeito se revertesse a nomeação.

"Se ele não foi parte de uma trama de esquerda e se sua decisão foi profissional e com boa vontade, ele deve se a ater a ela", afirmou Moyos, um aliado próximo do presidente do Zimbábue.

O principal grupo de oposição do país, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), classificou a nomeação como "impactante".

"Seu regime destruiu o sistema de saúde pública do Zimbábue", disse o porta-voz do MDC, Obert Gutu.

O país sofre atualmente uma grave crise econômica. Os preços dos produtos farmacêuticos subiram quase 70% devido a escassez crônica de dólares para importação.

O presidente, de 93 anos, viaja regularmente a Cingapura para passar por exames médicos que, segundo a versão oficial, estão relacionados com problemas oculares.

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