Secretário de Estado americano faz "visita surpresa" ao Afeganistão

(Acrescenta informação de um segundo comunicado).

Cabul, 23 out (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, chegou nesta segunda-feira ao Afeganistão para uma visita surpresa, durante a qual se reuniu com o presidente do país, Ashraf Ghani, informaram fontes oficiais.

"O secretário Tillerson e o presidente Ghani se reuniram em Cabul em 23 de outubro e lado a lado reafirmaram o compromisso afegão-americano para alcançar paz, estabilidade e prosperidade duradoura no Afeganistão", afirmou a embaixada dos EUA em um comunicado.

Tillerson reiterou o compromisso "claro" dos Estados Unidos com a paz no Afeganistão através da nova estratégia de Washington para o sul da Ásia, em cujo marco aumentou no mês passado o número de militares posicionados em território afegão, segundo a nota.

Além disso, o plano reafirma a intenção dos EUA de que não se dê "refúgio aos terroristas que ameaçam este objetivo", acrescentou o comunicado.

O secretário pediu a todos seus aliados, especialmente os países vizinhos do Afeganistão, que tomem medidas "práticas" para a implementação da estratégia, ao mesmo tempo em que prometeu continuar seu apoio a Cabul em "todos" os campos, apontou o palácio presidencial afegão em um comunicado.

No encontro, em que também estiveram presentes o chefe de governo afegão, Abdullah Abdullah, e o assessor nacional de Segurança, Haneef Atmar, Ghani comentou que o novo plano americano criou uma mudança "positiva" na região.

Ao mesmo tempo em que reafirmou seu apoio à estratégia, o dirigente afegão disse que este ajudará a trazer segurança e paz ao país.

Nessa linha, Abdullah advertiu que "os países da região devem perceber a importância da mudança no ambiente e devem trabalhar para garantir a paz, a estabilidade e o conforto econômico", segundo o palácio presidencial.

Os Estados Unidos aumentaram em setembro em 3.000 efetivos o contingente de 8.400 que já tinha no Afeganistão como parte da operação de treinamento da OTAN e em tarefas antiterroristas.

Junto ao anúncio do plano, os Estados Unidos endureceram seu discurso em relação ao Paquistão, país que Cabul acusa de acobertar os terroristas que operam em seu território.

Quando anunciou a estratégia em agosto, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Paquistão tem "muito a perder" se continuar "abrigando" terroristas, após anos de acusações por parte de Cabul e Washington.

Desde o fim da missão de combate da OTAN em janeiro de 2015, o governo de Cabul foi perdendo terreno perante os talibãs até controlar apenas 57% do país, segundo o inspetor especial geral para a reconstrução do Afeganistão (SIGAR) do Congresso dos EUA.

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