Maduro se reúne com governadores da oposição empossados pela Constituinte

Caracas, 24 out (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu nesta terça-feira com três dos quatro governadores da oposição que tomaram posse ontem na Assembleia Nacional Constituinte.

"Foi uma reunião cordial, positiva", disse Maduro no Palácio de Miraflores após o encontro, considerado por ele como uma "consolidação da democracia venezuelana".

O presidente conversou por uma hora com os governadores de Mérida, Ramón Guevara, de Nova Esparta, Alfredo Díaz, e de Anzoátegui, Antonio Barreto, que venceram as eleições do último dia 15 de outubro, na qual os chavistas levaram 18 dos 23 estados.

Maduro disse que a governadora de Táchira, Laidy Gómez, não pode participar da reunião por já ter compromissos agendados.

Os governadores opositores que tomaram posse na Constituinte, suprapoder integrado apenas por chavistas e considerado ilegal por parte da comunidade internacional, pertencem ao partido Ação Democrática (AD).

Como consequência, o AD foi fortemente criticado pelos demais partidos que integram a aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Maduro afirmou que disse aos governadores que conta com o apoio deles em seus estados. "Conversamos sobre a cooperação entre as duas esferas de governo e sobre os temas que eles querem adiantar como governadores de seus estados", disse.

Também participaram da reunião a primeira-dama e membro da Assembleia Constituinte, Cilia Flores, a ministra Érika Farías e o vice-presidente do país, Tareck El Aissami.

Mais cedo, os quatro governadores do AD explicaram em entrevista coletiva as razões pelas quais decidiram tomar posse na AC, diferentemente do quinto opositor eleito, Juan Pablo Guanipa, em Zulia, do Partido Primeiro Justiça.

Gómez disse que eles decidiram assumir o "custo político" de possíveis sanções do partido, que não queria que eles fossem à Assembleia Constituinte para tomar posse. A governadora de Táchira destacou que a ida ao órgão não significa reconhecê-lo e que a visita só ocorreu para "cumprir com o mandato que o povo nos deu".

"Vamos governar e lutar pelo povo, apesar de muitos acreditarem que não é possível", afirmou Gómez.

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