PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Parlamento alemão rejeita canditado da extrema-direita para vice-presidência

24/10/2017 13h37

Berlim, 24 out (EFE).- O Parlamento alemão rejeitou em três votações nesta terça-feira o candidato da ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), Albrecht Gläser, para uma das vice-presidências da câmara baixa.

Em um episódio incomum, Gläser recebeu em uma primeira votação 550 votos contra 703, enquanto os candidatos propostos pelas demais formações receberam o apoio necessário para ocupar a vice-presidência que corresponde a cada grupo parlamentar, segundo o regulamento.

Na segunda votação, 549 deputados mantiveram a rejeição ao deputado, o que evidenciou as tensões entre AfD, que entrou hoje pela primeira vez no Parlamento, e as outras formações políticas.

Bastava a maioria simples na terceira votação, mas 545 deputados ratificaram o "não", deixando a vaga aberta. Uma comissão parlamentar decidirá nos próximos dias como proceder para ocupar o posto.

Gläser defendeu retirar o direito fundamental à liberdade religiosa para os muçulmanos por considerar que o islã "não reconhece nem respeita a liberdade religiosa", ideia repudiada pelos demais partidos.

O Parlamento viveu um precedente parecido em 2005, quando um candidato da Esquerda foi rejeitado por supostos vínculos no passado com a Stasi, a polícia política da antiga República Democrática Alemã (RDA), e a comissão decidiu realizar uma quarta votação duas semanas depois, para a qual o partido apresentou outra candidata.

Os deputados que receberam o apoio necessário para chegar à sua vice-presidência foram o conservador Hans-Peter Friedrich, o social-democrata Thomas Oppermann, o liberal Wolfgang Kubicki, a esquerdista Petra Pau e a ecologista Claudi Roth.

As votações ocorreram na sessão constituinte do novo Parlamento, fruto das eleições de 24 de setembro, na qual foi escolhido como presidente o ex-ministro de Finanças Wolfgang Schäuble.

Após as três votações para a vice-presidência, Schäuble deu por concluída a sessão do Parlamento, que só voltará a se reunir na semana de 20 de novembro.

Internacional