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Internacional

Senado espanhol convida presidente da Catalunha a debater com governo

24/10/2017 11h31

Madri/Barcelona, 24 out (EFE).- O Senado da Espanha convidou nesta terça-feira o presidente regional da Catalunha, o independentista Carles Puigdemont, a debater com o governo na quinta ou na sexta-feira as medidas propostas pelo Executivo central para restaurar a legalidade nessa região autônoma.

O gabinete do conservador Mariano Rajoy propôs no último sábado o afastamento do Puigdemont e toda sua equipe, a limitação das funções do parlamento regional e a convocação de eleições antecipadas frente à intenção independentista das autoridades dessa região autônoma, medidas que o Senado deve ratificar na sexta-feira.

O Senado começou hoje a tramitar essa proposta do governo, à qual Puigdemont poderá apresentar alegações, por escrito ou pessoalmente.

Por sua parte, o líder independentista tem "vontade" de comparecer ao Senado espanhol para explicar sua rejeição à proposta do Executivo de Mariano Rajoy de assumir suas competências, mas dúvida que o partido do governante, o PP, realmente queira o mesmo, segundo explicou à imprensa o conselheiro da presidência catalã e porta-voz, Jordi Turull.

O Senado criou uma comissão específica para tratar este assunto, formada por 27 parlamentares, e designou um grupo de trabalho encarregado de elaborar e apresentar um relatório.

Na tramitação o Senado convidou Puigdemont - ou a quem designar - a apresentar alegações ao decreto de Rajoy - o que poderia acontecer na quinta-feira pela tarde - e inclusive a debater com um membro do governo espanhol no plenário de sexta-feira.

No entanto, a Câmara catalã tem fixado um plenário para a quinta-feira, com a hipótese que prossiga na sexta, mas sem horários nem uma ordem do dia.

Turull assinalou que "no início" lhes foi comunicado que o comparecimento de Puigdemont no Senado poderia ser na quarta-feira ou, "no mais tardar", na quinta-feira ao meio-dia, mas "isto deu uma reviravolta", o que faz os dirigentes catalães pensarem que, na realidade, o governamental PP, que tem maioria no Senado, não deseja essa presença.

O vice-presidente do Senado, Pedro Sanz, disse hoje que, se Puigdemont decide comparecer, terá a oportunidade de debater com o governo durante a tramitação e isso significa que aceitará o "resultado" da votação dessas medidas.

"Teria um valor além, porque de alguma maneira o presidente do governo catalão se submeteria ao sistema, que é participar do jogo parlamentar", argumentou Sanz.

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