Presidência palestina condena ampliação de colônias judaicas em Jerusalém

Jerusalém, 25 out (EFE).- A presidência palestina condenou nesta quarta-feira a decisão da Prefeitura de Jerusalém de dar sinal verde para a construção de quase 200 casas no assentamento de Nof Zion, no território ocupado de Jerusalém Oriental.

Nabil Abu Rudeinah, o porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abás, apontou para "a ilegalidade dos assentamentos de acordo com o direito internacional e a resolução 2334 aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU", segundo a agência oficial palestina, "Wafa".

Além disso, Rudeinah pediu ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intervenha para salvar os esforços que a Casa Branca promove há meses com o objetivo de reforçar o estancado processo de paz entre palestinos e israelenses.

O porta-voz se pronunciou depois que a Prefeitura de Jerusalém impulsionou hoje a construção - condicionada à apresentação dos registros de propriedades - de 178 unidades residenciais em Nof Zion, segundo a ONG israelense Ir Amim, um número que outra ONG israelense, Peace Now, rebaixa para 176.

Por outro lado, durante o dia de hoje o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria prometido num encontro com líderes colonos o investimento de cerca de US$ 230 milhões no desenvolvimento de infraestruturas na Cisjordânia ocupada, informou o jornal "Haaretz".

A comunidade internacional considera a construção e ampliação de colônias israelenses em território ocupado como um dos principais obstáculos para a paz entre israelenses e palestinos e uma ameaça à solução de dois Estados.

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