Presidente do Quênia diz que não tolerará "anarquia" nas eleições

Nairóbi, 25 out (EFE).- O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse que não tolerará a "anarquia" após o líder da oposição, Raila Odinga, ter manifestado a intenção de não participar da repetição das eleições presidenciais nesta quinta-feira.

Em discurso à nação a poucas horas para a abertura dos centros de votação, Kenyatta pediu eleições pacíficas e a "determinação de permanecer como irmãos e irmãs". A Comissão Eleitoral garantiu que o pleito será realizado.

"Os últimos meses foram realmente uma prova para todos. É necessário que nos unamos como nação", disse Kenyatta nesta quarta-feira.

Após o líder da oposição ter dito nesta tarde que não se candidatará às eleições de amanhã e pedido aos cidadãos para que ficassem em casa e não votassem, o presidente queniano pediu que "votando ou não, (as pessoas) não deveriam mudar a forma como se relacionam com o vizinho".

Kenyatta pediu um pleito pacífico, depois que nos últimos dias a realização das eleições tenha sido colocada em dúvida por conta de um recurso apresentado por três cidadãos contra a sua repetição, ao alegarem que não havia garantias para um processo transparente.

No entanto, o Tribunal Supremo adiou nesta quarta-feira a sua decisão sobre o recurso devido à ausência de cinco dos sete magistrados que compõem o órgão, e alegou que não poderia "tratá-lo nesta manhã", embora não detalhou em que data o fará.

"O Poder Judiciário é independente e tomou a sua própria decisão. Temos todos os motivos para estarmos orgulhosos da nossa nação e da nossa maturidade", opinou Kenyatta.

O governo de Kenyatta deve mobilizar na quinta-feira um amplo esquema de segurança para garantir o direito a voto dos cidadãos que querem reiterar a sua decisão nas urnas.

A repetição das eleições presidenciais quenianas, canceladas em agosto pelo Tribunal Supremo por "irregularidades", serão realizadas sob o atento olhar da comunidade internacional pelo receio de que voltem a ocorrer episódios de violência pós-eleitoral como os de 2007, quando mais de 1.100 pessoas morreram e 600 mil foram obrigadas a deixar seus lares.

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