Argentina envia "protesto" ao Reino Unido por manobras militares nas Malvinas

Buenos Aires, 26 out (EFE).- A Argentina enviou um documento à Embaixada do Reino Unido com um "protesto formal" por conta da realização de manobras militares britânicas na área das Ilhas Malvinas, cuja soberania é ostentada por Londres, mas reivindicada pelo governo argentino desde 1833.

A Chancelaria argentina explicou em comunicado que informará sobre a situação o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Kitack Lim.

Nesta terça-feira, segundo argumentou a pasta, o Ministério de Relações Exteriores tomou conhecimento que entre 30 de outubro e 3 de novembro deste ano serão realizados exercícios militares no arquipélago, que incluirão o lançamento de mísseis Rapier.

O Serviço de Hidrografia Naval argentino emitiu na terça-feira um "aviso-rádio náutico" informando sobre o desenvolvimento das manobras militares.

"A Argentina rejeita a realização destes exercícios em território argentino ilegitimamente ocupado pelo Reino Unido", ressalta o governo de Mauricio Macri.

O texto oficial ressalta que o país europeu desconhece as resoluções das Nações Unidas e de outros organismos internacionais que instam a ambos retomar as negociações "a fim de encontrar uma solução pacífica e definitiva para a disputa de soberania".

"Assim como a abster-se de realizar atos unilaterais nos territórios e espaços marítimos sob disputa", afirma o comunicado.

Por tudo isto, o vice-chanceler argentino, Daniel Raimondi, remeteu uma nota à Embaixada do Reino Unido em Buenos Aires com um "protesto formal" diante das manobras mencionadas.

Argentina e Reino Unido se enfrentaram em uma guerra pela soberania das ilhas em 1982, quando tropas argentinas desembarcaram no arquipélago, que está sob controle britânico desde 1833.

No conflito, que terminou com a rendição da Argentina em junho do mesmo ano, morreram 255 britânicos, 649 argentinos e três locais.

Em março de 2013 foi realizado um plebiscito, não reconhecido pelo governo argentino, no qual a população das Malvinas decidiu em maioria manter o vínculo com o Reino Unido.

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