EUA publicam lista de veto a negócios com 30 empresas e indivíduos russos

Washington, 27 out (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira uma lista de mais de 30 empresas e indivíduos russos com os quais não se deve fazer negócios, e os países e companhias que desrespeitarem esta determinação poderão ser alvos de sanções de Washington a partir de janeiro.

Trata-se de uma lista de empresas e indivíduos vinculados às agências de inteligência e defesa russas, um requisito da lei aprovada em julho para punir a Rússia com sanções por sua suposta interferência nas eleições presidenciais de 2016 e suas ações na Crimeia.

Na lista figuram, entre outros, a comerciante de armas Rosoboronexport, a fabricante de mísseis Almaz-Antey, o estaleiro United Shipbuilding Corporation, e a estatal United Aircraft Corporation, que fabrica aviões.

A publicação da lista acontece algumas semanas depois do fim do prazo exigido, 1º de outubro, data na qual o Congresso deveria ter recebido essa informação.

Cerca de 20 legisladores democratas pediram na quarta-feira uma explicação pelo atraso de quase um mês na publicação da lista.

Diante das críticas pelo atraso na publicação, o secretário de Estado, Rex Tillerson, aprovou a lista ontem e autorizou o seu envio ao Congresso.

Nos próximos meses, os Estados Unidos trabalharão com os seus aliados para identificar transações que possam ser problemáticas, assim que as sanções entrem em vigor, informou hoje um funcionário do Departamento de Estado numa conversa com jornalistas.

A lista publicada hoje tem como objetivo esclarecer com quais empresas e indivíduos russos não se deve fazer negócios antes que as sanções entrem em vigor, em 29 de janeiro.

Os que fizerem negócios com os citados na lista podem ter seus ativos nos Estados Unidos congelados e retirados do sistema financeiro americano.

O presidente Donald Trump assinou em agosto, de má vontade, a lei de sanções sobre a Rússia aprovada com contundente apoio dos dois partidos no Congresso, com o argumento de que esta norma limitará sua capacidade de desenvolver a política externa de seu governo.

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