Puigdemont pede que catalães façam "oposição democrática" ao governo espanhol

Barcelona (Espanha), 28 out (EFE).- O ex-presidente do governo regional catalão, Carles Puigdemont, pediu neste sábado à população que faça "oposição democrática e cívica" ao Executivo espanhol, que ontem lhe destituiu junto com o resto do seu gabinete após a declaração da independência da Catalunha.

Em uma declaração gravada, Puigdemont rejeitou a "agressão" do gabinete espanhol e garantiu que são os parlamentos os responsáveis por nomear e destituir os governantes.

Pouco antes da declaração do líder independentista, fontes desse movimento explicaram à Efe que o gabinete de Puigdemont não se considera destituído e pretende manter sua atividade.

O parlamento regional catalão aprovou ontem uma declaração de independência que levou horas depois o Executivo espanhol, com o sinal verde do Senado, a aprovar uma série de medidas para recuperar a legalidade constitucional.

Entre elas está a remoção de todo o gabinete presidido por Puigdemont e a convocação de eleições autônomas na Catalunha para o dia 21 de dezembro.

No entanto, segundo as fontes, os membros do Executivo catalão não pretendem acatar sua remoção e preparam os passos seguintes para desenvolver a incumbência contida na resolução independentista aprovada ontem pelo parlamento autônomo.

Na sua declaração, Puigdemont encorajou seus seguidores a "perseverar" e "continuar defendendo as conquistas alcançadas até hoje".

"Nossa vontade é continuar trabalhando para cumprir os mandatos democráticos e, ao mesmo tempo, buscar a máxima estabilidade e tranquilidade, entendendo as dificuldades lógicas que comporta uma etapa desta natureza, que o nosso país não percorreu nunca", disse.

Por sua parte, a Procuradoria Geral do Estado finaliza sua denúncia por um crime de rebelião contra os artífices da declaração de independência aprovada pela câmara catalã, uma ação penal que afetará os membros do governo autônomo e os da mesa do parlamento que permitiram a votação, que foi secreta para dificultar eventuais consequências penais.

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