Aprovação de Trump cai para seus níveis mais baixos, diz pesquisa do "WSJ"

Nova York, 29 out (EFE).- O apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu em outubro para seus níveis mais baixos desde que ele tomou posse do cargo, é o que diz uma pesquisa divulgada neste domingo pelos veículos de informação "The Wall Street Journal" e "NBC News".

O índice de aprovação ao trabalho de Trump como presidente caiu cinco pontos desde setembro e está agora em 38%, enquanto os que desaprovam sua administração somam 58%, de acordo com as opiniões das 900 pessoas que participaram do levantamento.

Embora a maioria dos eleitores do Partido Republicano - oito em cada dez - aprove o trabalho do presidente, os resultados da pesquisa sugerem que sua base de seguidores está "minguando" em alguns setores, segundo um dos responsáveis pela pesquisa.

Nesse sentido, a queda da aprovação de Trump foi impulsionada por três grupos de população: os politicamente independentes, os brancos e os brancos sem estudos universitários, detalhou a "NBC".

Por exemplo, o apoio a Trump caiu entre as mulheres brancas sem diploma universitário: no mês passado, 50% eram favoráveis a sua administração. Agora, este número é de 40%.

No mesmo período do primeiro ano de suas presidências, os antecessores de Trump alcançaram números de apoio mais altos: George W. Bush tinha uma taxa de aprovação de 88%, Barack Obama de 51% e Bill Clinton de 47%, segundo a "NBC".

O ponto no qual os entrevistados demonstraram mais apoio ao presidente foi em sua gestão dos furacões Harvey e Irma, que atingiram o Texas e a Flórida, com 48% de opiniões favoráveis a sua atuação, enquanto 27% foram contra.

Não obstante, a popularidade de suas ações relativas à situação em Porto Rico após a passagem do furacão Maria se distancia bastante das anteriores, com apenas 29% de aprovação.

A administração da economia americana, que no mês passado cresceu a um ritmo anual de 3%, é outro ponto no qual Trump obteve números favoráveis na pesquisa: os entrevistados que a aprovam somam 42%, contra 37% que se opõem à política econômica do presidente.

Por outro lado, Trump não obteve pontuações muito boas em relação à política externa, já que apenas 35% dos entrevistados foram favoráveis a sua atuação. Concretamente, 34% defendem sua posição no conflito com a Coreia do Norte e 24% - o percentual de apoio mais baixo da pesquisa - são favoráveis a seu enfoque em relação ao acordo com o Irã.

Outros assuntos da atualidade renderam números mais moderados ao presidente americano: sua gestão após o massacre em Las Vegas, onde um homem matou 58 pessoas, teve a aprovação de 33% dos entrevistados, enquanto o seu posicionamento diante dos protestos dos jogadores da NFL durante a execução do hino nacional obteve 30% de apoio, frente ao percentual mais alto de rejeição: 59%.

A gestão da saúde é outro dos temas nos quais o presidente não recebeu uma avaliação muito boa, já que apenas 27% dos entrevistados estão satisfeitos com sua condução das políticas de saúde, contra 57% que não aprovam.

Em relação às eleições do meio de mandato, que acontecem daqui um ano, 48% dos participantes da pesquisa afirmaram que preferem um Congresso de maioria democrata, um ponto percentual a mais que em setembro.

Quase metade dos entrevistados (46%) garantiu que seu voto em novembro de 2018 terá como objetivo enviar uma mensagem aos democratas para que estes controlem e supervisionem Trump e os congressistas republicanos.

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