Conservadores vencem eleições na Islândia, mas precisarão de apoio do centro

Copenhague, 29 out (EFE).- O conservador Partido da Independência, do primeiro-ministro Bjarni Benediktsson, venceu as eleições antecipadas realizadas ontem na Islândia, com 25,3% dos votos, com cerca de 95% das urnas apuradas, mas necessitará do apoio de várias forças de centro para formar um governo.

Os conservadores caíram 3,7 pontos e perderam cinco de seus 21 deputados, mas mesmo assim alcançaram um sólido triunfo frente ao Movimento de Esquerda Verde, que melhora ligeiramente os resultados de um ano atrás, com 16,9% votos e 11 cadeiras, uma a mais.

A terceira posição ficou com a Aliança Social-Democrata, que duplicou seus apoios até 12% e obteve sete cadeiras.

O Partido Centrista, uma nova força liderada pelo ex-primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson, entra no parlamento com 10,9% dos votos e também sete deputados, um décimo a mais que sua antiga legenda, o Partido Progressista, que, no entanto, saiu dos pleitos com oito cadeiras.

O Partido Pirata caiu de 14,5% para 9,2% dos votos e passou de dez para seis deputados.

Outra nova formação, o Partido do Povo, obteve 6,9% dos votos e quatro deputados, o mesmo número que o Partido Reformista, uma das forças que governava em coalizão com os conservadores, que ficou com 6,7%, quase quatro pontos percentuais a menos.

O terceiro integrante da extinta coalizão de governo, Futuro Brilhante, perdeu seus quatro deputados e quase não superou 1% de votos, muito longe do patamar mínimo de 5% para entrar no parlamento.

Foi o Futuro Brilhante que provocou há um mês a ruptura da coalizão de governo com os conservadores e o Partido Reformista - a mais breve na história do país - após descobrir que o primeiro-ministro tinha ocultado que seu pai lhe recomendou a "restituição da honra" de um amigo seu condenado por pedofilia.

A restituição da honra é um procedimento legal, abolido pelo parlamento islandês semanas atrás, que permitia a pessoas condenadas por crimes graves candidatar-se a eleições ou exercer a advocacia se apresentassem cartas de recomendação.

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