Diretor da AIEA reitera que Irã está cumprindo acordo nuclear

Teerã, 29 out (EFE).- O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, reiterou neste domingo em Teerã que o Irã está cumprindo o acordo nuclear assinado em julho de 2015 com seis grandes potências.

"Os compromissos nucleares adquiridos pelo Irã sob o JCPOA (Plano Integral de Ação Conjunta) estão sendo implementados", disse Amano em um rápido pronunciamento à imprensa.

Amano indicou que o JCPOA é um acordo entre o Irã e o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) que foi aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, razão pela qual pediu a todas as partes que cumpram seus compromissos.

A visita de Amano acontece duas semanas depois de que o presidente americano, Donald Trump, decidiu não certificar o cumprimento do Irã do pacto e ameaçou abandoná-lo se seus "defeitos" não forem corrigidos.

Trump quer corrigir os "frágeis mecanismos de inspeção" contemplados no acordo; fazer frente ao "programa de mísseis balísticos" de Teerã e eliminar as "datas de vencimento" das restrições impostas sobre o programa nuclear iraniano, que em alguns casos expiram em 10 anos.

Amano não quis comentar sobre a posição de Trump, mas no último dia 13 de outubro, após a advertência do presidente americano, garantiu que o Irã está submetido "ao sistema de verificação nuclear mais estrito do mundo".

Sobre este assunto, o chefe da Agência Iraniana de Energia Atômica, Ali Akbar Salehi, disse hoje que Amano não solicitou novas inspeções para verificar o cumprimento do acordo.

Salehi expressou sua esperança de que o organismo internacional "se mantenha imparcial e que, de modo totalmente independente, outorgue suas opiniões técnicas", apesar das "pressões" dos EUA.

Os EUA exigiram que AIEA realize mais inspeções no Irã, concretamente em suas instalações militares, uma possibilidade rejeitada pela República Islâmica.

A esse respeito, Salehi reforçou que as visitas às instalações militares não estão recolhidas "nem no protocolo adicional, nem no acordo de salvaguardas, nem nos artigos do JCPOA".

O acordo nuclear limita e supervisiona o programa atômico iraniano para evitar que a República Islâmica desenvolva armas nucleares, em troca da suspensão das sanções internacionais.

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