Enviado russo diz que Assad está comprometido com reformas após fase militar

Astana, 30 out (EFE).- O presidente sírio, Bashar al Assad, mantém o compromisso de realizar reformas políticas na Síria após a conclusão da fase militar do conflito, disse nesta segunda-feira o enviado russo para o país, Alexander Lavrentiev.

"Na semana passada estivemos em Damasco, onde tivemos uma conversa profunda com o presidente Bashar al Assad. Estávamos especialmente interessados em saber qual é a posição do governo (sírio) sobre a posterior regulação política e qual é a sua visão", disse o representante em declarações às emissoras russas "RT" e "Rossiya 24".

"O importante é que Assad fez uma declaração na qual afirmou que (o governo de) Damasco segue comprometido a lançar reformas políticas depois que a fase militar principal da luta contra o terrorismo acabar", acrescentou.

Segundo o enviado russo, "Assad está realmente disposto a encontrar formas de alcançar a reconciliação".

"Falamos detalhadamente sobre o lançamento de um processo para o diálogo político entre várias partes da sociedade síria", ressaltou Lavrentiev.

Essas declarações coincidem com o início da sétima rodada de negociações sobre o cumprimento do cessar-fogo na Síria, que ser prolongado até terça-feira. O encontro, chamado Astana-7, tem início nesta segunda-feira na capital do Cazaquistão.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores cazaque, Anwar Zhainakov, disse que nesta segunda-feira acontecerão reuniões bilaterais e multilaterais para debater questões da agenda, e que serão feitas de portas fechadas a imprensa.

A sessão plenária do Astana-7 ocorrerá na terça-feira, e, além de Lavrentiev como enviado da Rússia, estarão os representantes dos outros dois países fiadores do acordo de cessar-fogo, Turquia e Irã.

A delegação da Turquia estará liderada pelo vice-ministro de Relações Exteriores, Sedat Önal, e a iraniana pelo também vice-ministro da pasta, Hossein Jaberi Ansari . Também estarão presentes as delegações do governo sírio e da oposição, e como observadores haverá representantes da ONU, dos EUA e da Jordânia.

Estas negociações focarão na criação de um grupo de trabalho para tramitar a libertação de prisioneiros e reféns, a entrega dos corpos de soldados mortos em combate e a busca de desaparecidos.

Todas as delegações participantes das consultas já chegaram a Astana, segundo informou o Ministério de Relações Exteriores do Cazaquistão.

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