Juíza expede prisão domiciliar contra ex-chefe de campanha de Trump

Washington, 30 out (EFE).- A Corte do Distrito de Columbia expediu nesta segunda-feira um pedido de prisão domiciliar contra Paul Manafort, ex-chefe de campanha eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que terá que pagar uma fiança de US$ 10 milhões se infringir as condições da reclusão.

A magistrada retirou o passaporte de Manafort, que foi uma das figuras centrais na investigação pela suposta ingerência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016, e determinou que o acusado só possa sair de casa para prestar depoimento à Justiça, se reunir com seu advogado, comparecer a exames médicos ou a atividades religiosas.

Rick Gates, ex-sócio de Manafort, também ficrá em prisão domiciliar e, se infringir as condições da detenção, terá que pagar uma fiança de US$ 5 milhões, conforme afirmou a juíza Deborah A. Robinson durante uma audiência na Corte.

Como Manafort, Gates teve que entregar o seu passaporte e prometer que não solicitará um novo enquanto durar o processo judicial.

Depois de formular estas restrições, a pedido da juíza, os dois acusados tiveram que ficar em pé, levantar a mão direita e jurar que respeitariam as condições de reclusão e que compreendiam que, se as descumprissem, teriam que pagar as fianças.

Manafort, que se uniu à campanha de Trump em março de 2016 e a dirigiu entre maio e agosto, quando teve que se demitir após a descoberta de que tinha recebido US$ 12,7 milhões por assessorar o ex-primeiro ministro da Ucrânia Viktor Yanukovych, aliado do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

No início da audiência, através de seus advogados, tanto Manafort como Gates se declararam inocentes das 12 acusações apresentadas hoje contra eles dentro da investigação da trama russa, entre elas os crimes de "conspiração contra os Estados Unidos" e lavagem de dinheiro.

As acusações pelas quais Manafort e Gates responderam foram tornadas públicas hoje e aprovadas por um grande júri federal em Washington na última sexta-feira.

Estas são as primeiras acusações apresentadas dentro da investigação liderada pelo promotor especial Robert Mueller sobre a suposta ingerência russa nas eleições do ano passado nos EUA e os possíveis contatos entre Moscou e a equipe do então candidato Donald Trump.

Gates e Manafort terão que voltar a depor à Justiça nesta quinta-feira.

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