Japonês detido após polícia achar corpos esquartejados admite crimes

Tóquio, 1 nov (EFE).- O homem que foi detido após a polícia da cidade de Zama, ao sul de Tóquio, encontrar nove corpos esquartejados em seu apartamento confessou os crimes e que começou a planejá-los no final de agosto, quando se mudou para o imóvel, informou nesta quarta-feira a agência japonesa de notícias "Kyodo".

Takahiro Shiraishi, de 27 anos, admitiu à polícia ter matado desde 22 de agosto as nove pessoas, aparentemente oito mulheres e um homem, com os quais entrou em contato pelo Twitter e os atraiu para o apartamento em Zama com ofertas para "ajudá-los a morrer".

O detido admitiu que o roubo de dinheiro foi uma das razões que motivaram os assassinatos - em uma ocasião conseguiu 500 mil ienes (US$ 4,4 mil) - e que atraiu algumas das mulheres com o propósito de abusar sexualmente delas, segundo a "Kyodo".

As autoridades encontraram os restos mortais no apartamento de Shiraishi enquanto investigavam o desaparecimento de uma mulher, cujo corpo estaria entre as partes encontradas.

A mulher publicou no final de setembro uma mensagem no Twitter na qual buscava alguém com quem se suicidar, e Shiraishi respondeu com um "morramos juntos", segundo dados da investigação citados pela agência.

Imagens captadas pelas câmeras de segurança na estação de trem de Hachioji captaram ambos entrando em uma composição com destino à residência do homem na semana passada.

A polícia, que foi no apartamento na segunda-feira, lá encontrou cabeças, membros e outros restos mortais esquartejados, além de 240 ossos, dentro de caixas e geladeiras.

"Não podia tirar (os corpos) por medo de ser descoberto", disse o homem à polícia, de acordo com a "Kyodo".

O japonês desmembrou os corpos na banheira e jogou no lixo algumas partes, e as autoridades acreditam que ele usou uma serra para realizar as mutilações.

Shiraishi permanece detido como suspeito de ter tentado se desfazer dos corpos, uma acusação normalmente apresentada pelas autoridades japonesas enquanto reúnem provas suficientes para fazer uma acusação formal por homicídio.

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