Mais 2 corpos são encontrados em túnel bombardeado por Israel em Gaza

Cidade de Gaza, 31 out (EFE).- As equipes de resgate de Gaza encontraram nesta terça-feira dois novos corpos de milicianos no túnel bombardeado ontem por Israel perto da fronteira, elevando o número de mortos para nove, enquanto outros três milicianos seguem desaparecidos e dez ficaram feridos.

O porta-voz do Ministério da Saúde em Gaza, Ashraf al Qedra, confirmou que foram encontrados os corpos de outros dois milicianos palestinos, identificados como Mohammed al Beheisi, de 28 anos, e Bader Abu Musabeh, de 26, o que eleva o número de mortos no caminho subterrâneo para nove.

As buscas por três milicianos que estão desaparecidos continuam, assim como a de dois integrantes das equipes de resgate com os quais as autoridades da Faixa perderam contato, informaram os serviços de Defesa Civil de Gaza em comunicado.

Na manhã de hoje aconteceu o funeral dos sete mortos localizados ontem, cinco deles milicianos das Brigadas al Quds, braço armado da Jihad Islâmica, e dois das Brigadas de Ezedin al Kasem, do Hamas.

O chefe político do Hamas, Ismail Haniye, pediu hoje contenção às milícias em um discurso durante o funeral no qual assegurou que "a resposta ao massacre do túnel é seguir com a união nacional".

O incidente aconteceu ontem, quando Israel bombardeou o túnel em construção perto de sua fronteira, na região da cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, pois as autoridades israelenses o consideraram um túnel ofensivo, que permitiria a entrada de milicianos palestinos em seu território.

No momento do bombardeio havia dez milicianos no interior do túnel que ficaram feridos, dois deles em estado crítico, mas a situação se agravou quando o túnel colapsou pouco mais tarde sobre outro grupo de milicianos que tinha entrado no recinto para socorrer os que estavam presos.

O líder da Jihad Islâmica em Gaza, Mohammed al Hindi, afirmou que "agora não há trégua com a ocupação sionista (Israel)" e ameaçou realizar uma ação de resposta "nas próximas horas".

O exército israelense confirmou o ataque ao túnel, e considerou que a construção do mesmo representa uma "grave e inaceitável violação da soberania israelense".

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