EUA enviam novo encarregado de negócios à sua embaixada em Havana

Washington, 1 nov (EFE).- Os Estados Unidos enviaram no final de outubro um novo encarregado de negócios interino à sua embaixada em Cuba, Lawrence J. Gumbiner, em um momento de fortes tensões nas relações bilaterais entre os países, confirmaram nesta quarta-feira à Agência Efe fontes do Departamento de Estado.

Gumbiner, um diplomata com experiência na Colômbia, Costa Rica, Peru e Nicarágua, chegou em 22 de outubro a Havana para liderar a missão diplomática americana, explicou uma porta-voz do escritório para a América Latina do Departamento de Estado que pediu anonimato.

O novo encarregado de negócios substitui Scott Hamilton, que tinha assumido o cargo em julho, mas que deixou Cuba junto à sua família devido às medidas adotadas por Washington em resposta aos misteriosos "ataques acústicos" que afetaram 24 diplomatas americanos na ilha.

No último dia 29 de agosto, o Departamento de Estado ordenou a retirada de seu pessoal não essencial da sua embaixada em Cuba e de todos os familiares dos diplomatas americanos na ilha por considerar que não poderia garantir sua segurança.

"Devido a considerações familiares particulares, Hamilton não pôde ficar em Havana após a ordem de saída, que requeria que todos os parentes (de diplomatas) abandonassem Cuba", afirmou a porta-voz.

Hamilton continua sendo tecnicamente o subchefe da missão de Havana, mas "começou a trabalhar em Washington junto ao resto do pessoal" que saiu de Cuba, acrescentou a fonte.

Gumbiner chegou a Cuba procedente do Peru, onde trabalhava desde 2014 como chefe adjunto de missão na embaixada dos EUA em Lima, de acordo com a biografia publicada no site da delegação americana em Havana.

O novo encarregado de negócios em Cuba terá que dirigir as relações num período especialmente tenso, que começou com o anúncio em junho do presidente americano, Donald Trump, de que endureceria a política em relação à ilha e se consolidou com a resposta de Washington aos supostos "ataques acústicos".

Há um mês, o Departamento de Estado recomendou aos americanos que não viajassem para Cuba, suspendeu os trâmites consulares que não fossem de emergência na sua embaixada em Havana e expulsou 15 funcionários da delegação cubana em Washington.

O governo de Cuba se isentou dos supostos ataques e chegou a afirmar que estes são "totalmente falsos", além de denunciar que nos EUA há uma "manipulação política" do fato "destinada a prejudicar as relações bilaterais".

Gambiner, que assume o cargo de forma interina, é um funcionário de carreira do Serviço Exterior americano, e entre 2012 e 2014 foi representante permanente adjunto na missão dos EUA perante a Organização de Estados Americanos (OEA).

Entre 2006 e 2009, Gumbiner foi conselheiro para assuntos econômicos na embaixada dos EUA na Colômbia e já trabalhou nas delegações americanas na Nicarágua e na Costa Rica, onde foi diretor do centro de meio ambiente dos EUA para América Central e o Caribe.

O diplomata tem experiência na gestão de políticas científicas e ambientais, uma das poucas áreas nas quais a relação bilateral com Cuba possivelmente pode avançar a médio prazo.

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