Instituto argentino homenageia seus 5 ex-alunos mortos em ataque em Nova York

Buenos Aires, 1 nov (EFE).- O Instituto Politécnico Superior "General San Martín" da cidade de Rosario, na Argentina, rendeu homenagem nesta quarta-feira aos cinco ex-alunos que morreram ontem no atentado cometido em Nova York, onde comemoravam o 30º aniversário de sua formatura.

"Estamos profundamente comovidos", afirmou hoje de manhã em entrevista à imprensa a vice-diretora de ensino médio do centro, Alicia Oliva, após guardar um minuto de silêncio em homenagens às vítimas do atentado no pátio com alunos e funcionários, um ato ao qual a imprensa não teve acesso.

Para Oliva, a escola "sempre gera vínculos sólidos entre os companheiros" e, por isso, o grupo de ex-alunos ao qual pertenciam as vítimas tinha decidido "fazer esta viagem em conjunto, 30 anos depois".

O minuto de silêncio se repetiu nas duas sedes do instituto, que amanheceram com as bandeiras a meio mastro, e deu início a uma semana de "luto e condolências" na qual também serão realizadas atividades na escola relacionadas com o tema do terrorismo.

Hernán Mendoza, Diego Angelini, Alejandro Pagnucco, Ariel Erlij e Hernán Ferruchi morreram ontem quando circulavam de bicicleta no sudoeste da ilha de Manhattan, depois que foram atropelados por uma caminhonete, um ataque que deixou mais três mortos e uma dezena de feridos.

Os argentinos faziam parte de um grupo de ex-alunos que comemorava na cidade americana 30 anos de formatura em tal instituto, que é vinculado à Universidade Nacional de Rosário.

Ricardo Berlot, um dos professores do centro que deu aulas para as vítimas do atentado, se disse "absolutamente arrasado e consternado" pelo ocorrido.

"Sinto que perdemos um pedaço de nós", afirmou Berlot em declarações à rádio "El Mundo" nas quais indicou que hoje é um dos dias mais tristes, mas, sobretudo, o "mais impressionante" da história do instituto politécnico, devido à "distância" e às condições nas quais aconteceu o fato.

"Eles estavam celebrando um aniversário de formatura. Daí que a relação entre o fato e a instituição nos fez sentir mais", avaliou o professor antes de assinalar que todos eles eram parte de uma comunidade que agora ficou machucada e "arrasada".

"Queremos expressar nossa mais profunda dor pelo acontecido e abraçar a todos os seus entes queridos neste difícil momento pelo que ninguém, nunca, deveria passar", afirmou ontem à noite a escola em mensagem publicada nas redes sociais após a divulgação do ocorrido.

A prefeita de Rosário, Mónica Fein, disse que estava "cheia de dor e consternação" e declarou três dias de luto na cidade.

"Parece impossível que moradores rosarinos estivessem comemorando seus 30 anos de formatura e vivessem esta ação terrível de uma pessoa desequilibrada, de um ato terrorista", afirmou a prefeita.

Toda a cidade está consternada pela notícia e o Monumento à Bandeira de Rosário, um dos símbolos da cidade, amanheceu com a bandeira a meio mastro, em sinal de homenagem às vítimas.

Nesta quarta-feira, o presidente Mauricio Macri declarou que o atentado "abalou muito" todos os argentinos e afirmou que "não há lugar para zonas cinzentas" no mundo atual, por isso é preciso se comprometer "dos pés à cabeça" na luta contra o terrorismo.

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