Macri pede compromisso contra terrorismo após argentinos mortos em Nova York

Buenos Aires, 1 nov (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou nesta quarta-feira que "não há lugar para zonas cinzentas" no mundo atual e exigiu comprometimento "da cabeça aos pés" na luta contra o terrorismo após o atentado ocorrido na terça-feira em Nova York, no qual morreram cinco argentinos.

"Foram vítimas cinco cidadãos de Rosario, cinco jovens empreendedores, protagonistas da sociedade, imagino que com lindas famílias. É algo que tocou muito todos os argentinos e eu", comentou o governante, antes de enviar "um carinho muito grande" aos parentes dos mortos.

Durante a abertura do plenário conjunto do Grupo de Ação Financeira (GAFI) e do Grupo de Ação Financeira de América Latina (GAFILAT), que se reúnem até 3 de novembro em Buenos Aires, Macri disse que os "desafios" impostos pelo crime organizado "têm crescido".

Na terça-feira, um homem atropelou com um veículo várias pessoas na ilha de Manhattan, ataque que deixou oito mortos e pelo menos dez feridos e que as autoridades nova-iorquinas classificaram como "covarde ato de terrorismo".

Cinco dos mortos eram argentinos de Rosario que comemoravam na cidade americana o 30º aniversário de formatura, segundo o Ministério das Relações Exteriores argentino.

"Isto também nos mostra que não há lugar para zonas cinzentas no mundo de hoje. Todos temos de estar comprometidos, da cabeça aos pés, na luta contra o terrorismo", disse Macri.

"Aqui estamos todos comprometidos numa luta frontal, mas apesar de alcançarmos avanços e haver um bom trabalho conjunto, os resultados não são o que realmente esperávamos", completou o governante antes de destacar que durante sua gestão tem iniciado "reformas estruturais" como o reforço do "acionamento" das forças de segurança no país.

Em entrevista à imprensa, o ministro da Justiça argentino, Germán Garavano, expressou "condolências" pelo "fato aberrante" ocorrido em Nova York.

"Acompanhamos a família e amigos neste difícil momento, Rosario e todo o país. Por isso é tão importante este trabalho", acrescentou o ministro em referência ao plenário de hoje, no qual é discutida uma agenda que inclui o combate contra as fontes de financiamento do terrorismo, a implementação de políticas de inclusão financeira e a troca de informação.

"É importante tentar prevenir este tipo de incidente, cortar suas fontes de financiamento e detectá-lo previamente para que não ocorram mortes", concluiu Garavano.

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