Membros de Mesa do Parlamento catalão deporão no Supremo espanhol

Barcelona (Espanha), 1 nov (EFE).- Todos os integrantes da Mesa do Parlamento regional catalão comparecerão amanhã ao Tribunal Supremo espanhol para depor devido à denúncia da Procuradoria, que os acusa dos crimes de rebelião, insurreição e desvio.

Assim confirmou à imprensa um dos secretários da Mesa, Joan Josep Nuet, para quem a denúncia tem uma "intenção política".

A Procuradoria-Geral do Estado apresentou queixas contra os membros da Mesa do Parlamento pela tramitação da declaração de independência da Catalunha, que foi aprovada no último dia 27, enquanto os 14 integrantes do já destituído governo regional são acusados de impulsionar esse processo separatista com diferentes medidas.

Os deputados da Mesa devem comparecer amanhã ao Supremo, já que têm foro privilegiado, enquanto os ex-conselheiros do Executivo, com o ex-presidente Carles Puigdemont à frente, que não têm foro, devem se apresentar à Audiência Nacional, embora a denúncia corresponda aos mesmos crimes.

"Acreditamos que o que fizemos não é um crime, não é um ato criminoso, é um ato democrático que em todo caso pode ser discutido como todas as coisas", disse nesta quarta-feira Nuet, que, ao contrário dos demais membros da Mesa, afirmou que votou contra a declaração de independência.

Por sua vez, Andreu Van deem Eynde, advogado da presidente desse Parlamento local, Carme Forcadell, disse aos jornalistas que sua cliente comparecerá ao Supremo "convencida de que seu trabalho foi sempre respeitoso com os princípios democráticos e a defesa da instituição parlamentar".

Sobre as possíveis medidas que o Tribunal pode impor (como a prisão ou a retirada do passaporte), Van deem Eynde considerou que "não existe risco de fuga" quando alguém está no território da União Europeia (UE), e que há instrumentos jurídicos e de "reconhecimento mútuo" entre a legislação europeia.

Vários ex-conselheiros do governo catalão confirmaram ter recebido intimações para depor perante a Audiência Nacional a partir de amanhã.

Quanto a Puigdemont, seu advogado belga, Paul Bekaerts, afirmou que "não irá a Madri" para se apresentar perante a Justiça.

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