ONU pede fim do embargo sobre Cuba com oposição solitária de EUA e Israel

Nações Unidas, 1 nov (EFE).- A Assembleia Geral das Nações Unidas pediu mais uma vez nesta quarta-feira o fim do embargo americano sobre Cuba, aprovando uma resolução apoiada por 191 Estados-membros e com os únicos votos contrários de Estados Unidos e Israel.

Há um ano, o texto tinha sido aprovado pela primeira vez sem oposição, uma vez que esses dois países decidiram abster-se em meio à aproximação com Havana impulsionada pelo governo de Barack Obama.

Hoje, no entanto, o governo de Donald Trump - e com ele os seus parceiros israelenses - optou por votar contra, como parte do "novo enfoque" da sua política em relação à ilha.

Trump, que apoia a continuidade do embargo, quer "uma maior ênfase ao impulso dos direitos humanos e à democracia " e condicionou o fim das sanções a mudanças nessas áreas.

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, defendeu hoje essa postura e se referiu à votação da Assembleia Geral como um "teatro político" impulsionado por Cuba.

Além disso, Haley tirou importância do fato de que a resolução conte com o apoio de praticamente todos os membros da ONU.

"Enquanto o povo cubano seguir privado dos seus direitos humanos e liberdades fundamentais, enquanto os lucros do comércio com Cuba apoiarem o regime ditatorial responsável de negar esses direitos, os EUA não terão medo do isolamento", assegurou.

A Assembleia Geral da ONU exige todos os anos, desde 1992, o fim do embargo, sempre com um apoio arrasador dos Estados-membros.

Esse amplo consenso voltou a acontecer hoje, com diferentes grupos e organizações regionais deixando claras suas críticas à política unilateral dos EUA antes da votação.

Muitos deles, além disso, lamentaram a nova estratégia para Cuba impulsionada por Trump e seu endurecimento do chamado bloqueio à ilha, em contraste com a mensagem lançada há um ano por Obama.

O embargo está nas mãos do Congresso americano, a quem Obama pediu sem sucesso sua revogação, mas o presidente tem uma ampla capacidade para determinar seu grau de aplicação através de seus poderes executivos.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, se mostrou hoje muito crítico à postura de Trump e ressaltou que o presidente americano "não tem a menor autoridade moral para criticar Cuba".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos