Presidente sul-coreano afirma que seu país não desenvolverá armas nucleares

Seul, 1 nov (EFE).- O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, garantiu nesta quarta-feira que seu país não possuirá, nem desenvolverá, armas atômicas para resistir ao desafio nuclear da Coreia do Norte, como pediu a oposição.

Em seu discurso sobre o Estado da Nação, Moon voltou a pedir ao regime de Pyongyang que abandone seu programa de armas de destruição em massa.

"Com base na Declaração Conjunta para a Desnuclearização da Península Coreana (assinada por Seul e Pyongyang em 1992), uma Coreia do Norte com armas nucleares não pode ser aceita nem tolerada, e nós não desenvolveremos ou possuiremos armas nucleares", disse Moon diante da Assembleia Nacional (parlamento).

O conservador Partido da Liberdade da Coreia, o principal da oposição, quer que os Estados Unidos voltem a instalar armas nucleares táticas na Coreia do Sul, de onde todas foram retiradas no início dos anos 1990, por causa dos insistentes testes armamentistas da Coreia do Norte nos últimos anos.

"O que queremos é a paz na Península Coreana. Por isso, jamais deve haver um conflito armado, sob nenhuma circunstância", acrescentou o presidente sul-coreano.

Moon, no entanto, voltou a ressaltar a importância de manter a via pela qual seu governo vem apostando para lidar com Pyongyang: pressão diplomática e sanções, até conseguir que o regime norte-coreano retorne à mesa de negociação.

Por outro lado, o presidente defendeu seu plano de geração de empregos na esfera pública e de ampliação dos gastos públicos para fazer com que a economia do país seja "orientada para as pessoas e para a inovação" e menos dependente dos grandes conglomerados controlados por clãs familiares, os chamados "chaebol".

"Uma economia centrada nos 'chaebol' nos tirou rapidamente da pobreza. Permitiu um desenvolvimento econômico surpreendente que nenhum outro país obteve desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Mas já não pode garantir nosso futuro como podemos ver pelo nosso crescimento estagnado e pelo cansaço do povo", disse Moon.

Os "chaebol" estiveram no centro do caso de corrupção da "Rasputina", que resultou no impeachment da ex-presidente conservadora Park Geun-hye e em eleições antecipadas, nas quais venceu Moon, e refletiu a profunda saturação dos sul-coreanos em relação à classe política e empresarial.

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