Protesto de indígenas na Colômbia chega ao 3º dia com 26 feridos

Bogotá, 1 nov (EFE).- Pelo menos 26 feridos, entre manifestantes e policiais, é o saldo provisório do protesto iniciado há três dias por cerca de 100.000 indígenas em distintas regiões da Colômbia, para exigir do governo o cumprimento de acordos sociais.

O ministro da Defesa colombiano, Luis Carlos Villegas, afirmou que na "grande maioria das estradas" do país" há mobilidade plena", e confirmou, que nas áreas onde não é possível transitar, a polícia "está intervindo".

"Temos um saldo de 13 integrantes da polícia feridos, dos quais quatro ainda permanecem com ferimentos graves e hospitalizados", acrescentou o ministro.

Além disso, Villegas informou de quatro detidos por "ataque a servidor público" e de outros três por fabricação de explosivos, manipulação de objetos perigosos e por porte ilegal de armas.

Villegas denunciou que grupos armados nos departamentos de Norte de Santander (nordeste) e em Cauca (sudoeste) "querem fazer deste protesto uma manifestação violenta ".

A Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC) informou, por sua vez, que sete manifestantes ficaram feridos, um deles gravemente, na estrada que une a cidade de Cali com Buenaventura, a empobrecida cidade onde funciona o principal porto do país sobre o Pacífico.

Outros seis manifestantes sofreram ferimentos em Buenaventura, acrescentou a organização, que denunciou ameaças, estigmatização e repressão contra os indígenas.

A ONIC destacou que há mobilizações indígenas em pelo menos 21 de 32 departamentos do país, assim como na capital Bogotá.

As comunidades nativas reivindicam ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que sejam cumpridos os acordos pactuados com seu governo, além de compromissos como a titulação e formalização das terras coletivas.

Também pedem que povos indígenas sejam incluídos no plano de implementação do acordo de paz que o governo assinou com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em novembro do ano passado.

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