Rei da Jordânia recebe prêmio por seus esforços antinucleares

Astana, 1 nov (EFE).- O rei Abdullah II da Jordânia se tornou nesta quarta-feira o primeiro a receber o prêmio internacional de paz criado pelo presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, para reconhecer os esforços realizados em prol da paz e da segurança global.

"Como país que acabou com os testes nucleares e dada a autoridade do rei Abdullah na política internacional e a sua contribuição em muitos assuntos (relacionados à paz mundial), a comissão decidiu conceder-lhe o prêmio", disse Nazarbayev durante a cerimônia de entrega.

O presidente cazaque entregou o Prêmio Nazarbayev por um Mundo Livre de Armas Nucleares e Segurança Global ao monarca jordaniano durante uma cerimônia no palácio presidencial Akorda, em Astana.

O prêmio homenageia as iniciativas de paz de Abdullah II, inclusive sua liderança para a segurança e o desarmamento nuclear no Oriente Médio.

O reinado do rei Abdullah II da Jordânia se caracterizou pelo seu compromisso com a paz mundial e a segurança, refletido em seus esforços pela criação de uma solução para o conflito palestino-israelense e a guerra da Síria.

O reino da Jordânia se destacou pelo seu trabalho na busca de uma solução para a guerra na Síria e seus esforços para acolher mais de 1,5 milhão de refugiados sírios.

"Pelo fato de agora mais de um milhão de refugiados sírios estarem no seu país, o seu Estado gastar muito dinheiro e fornecer assistência humanitária, acredito que todo o mundo deveria agradecê-lo", disse Nazarbayev durante a cerimônia de entrega do prêmio.

Além disso, o monarca jordaniano manteve constantes contatos com Israel e as autoridades palestinas para conseguir a solução dos dois Estados.

Abdullah II e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, expressaram em outubro sua determinação para trabalhar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fim de conseguir "um progresso real" na crise palestina-israelense.

O rei jordaniano também se colocou em várias ocasiões contra a proliferação de armas nucleares, um posicionamento muito importante para o Cazaquistão desde a sua independência em 1991 e que Abdullah II reconheceu durante a cerimônia.

"Vocês não só estabeleceram os padrões para responder aos desafios no campo da não proliferação nuclear, mas também alcançaram grandes avanços no campo do consentimento interétnico e inter-religioso, e este é um grande mérito. Este mundo é um lugar melhor, mais seguro", disse Abdullah II.

Sob o mandato do presidente Nazarbayev, o Cazaquistão renunciou a todas as armas nucleares da era soviética, destruiu o campo de testes nucleares de Semipalatinsk e se uniu ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

Além disso, o país centro-asiático fundou várias organizações com o objetivo de acabar com as armas de destruição em massa, entre as quais se destaca o Projeto Atom, que defende a proibição dos testes de armas atômicas.

Segundo o presidente do Senado cazaque, Kassym-Jomart Tokayev, a criação do prêmio internacional pela paz representa "um impulso adicional ao movimento por um mundo livre de armas nucleares".

Astana comunicou que o prêmio teve início com o Manifesto de Nazarbayev, "O mundo. O século XXI", que o líder cazaque apresentou no ano passado durante a IV Cúpula de Segurança Nuclear em Washington.

"Estamos realizando uma conferência antinuclear no nosso país neste dia. Em vista do papel do nosso Estado, estabeleci um prêmio especial para aqueles que se destacaram na luta contra as armas nucleares", disse Nazarbayev.

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