Síria registra 3.369 mortos em outubro, o mês mais letal de 2017

Beirute, 1 nov (EFE).- O mês de outubro deste ano foi o mais mortífero na Síria, onde 3.369 pessoas morreram neste período, segundo a apuração publicada nesta quarta-feira pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O OSDH indicou que pelo menos 848 civis morreram em outubro, dos quais 140 eram menores de idade e 135, mulheres.

A principal causa da morte de civis foram os bombardeios russos e sírios, que mataram pelo menos 389 pessoas.

Além disso, pelo menos 122 civis foram assassinados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), enquanto 99 morreram pelos disparos de artilharia das forças governamentais, 84 pelos bombardeios da coalizão internacional liderada pelos EUA e 18 pelo impacto de foguetes lançados por facções rebeldes e islâmicas.

Outro motivo para a morte de civis foram os disparos da guarda fronteiriça turca, que vitimaram dez pessoas, e as torturas em prisões sírias, onde pelo menos oito indivíduos morreram, entre outras razões.

As facções rebeldes e islamitas, assim como as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas, sofreram 518 baixas, todas de nacionalidade síria, durante o último mês.

Já as forças do regime de Bashar al Assad perderam 329 soldados das forças regulares, enquanto as milícias pró-governo perderam 403 combatentes sírios, o grupo xiita libanês Hezbollah sofreu baixas de 26 integrantes, e 164 milicianos xiitas de outras nacionalidades também morreram.

O OSDH acrescentou que pelo menos 1.062 guerrilheiros de facções extremistas morreram na Síria no último mês.

Entre esses radicais, pelo menos 759 eram estrangeiros da Organização para a Libertação do Levante (a aliança do antigo braço sírio da Al Qaeda), do EI, do Partido Islâmico Túrquico, e do Exército dos Emigrantes e dos Seguidores.

Os outros 303 são combatentes sírios do EI e da Organização para a Libertação do Levante que morreram nos combates entre os dois grupos na província central de Hama.

Além das vítimas citadas, foram registradas as mortes de 19 pessoas cuja identidade não pôde ser confirmada.

A Síria vive um conflito interno desde março de 2011 que já deixou mais de 321 mil mortos.

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