Trump pedirá ao Congresso para acabar "imediatamente" com loteria de vistos

Washington, 1 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que pedirá ao Congresso para que aja "imediatamente" para acabar com o programa de loteria de concessão de vistos que beneficia cidadãos de países com histórico de poucos imigrantes em território americano.

De acordo com Trump, essa política, chamada de "Loteria de vistos de diversidade", permitiu que o terrorista que cometeu ontem o atropelamento que matou oito pessoas e feriu 12 em Nova York chegasse aos EUA.

"Vou pedir ao Congresso que comece imediatamente o trabalho para nos desfazer deste programa", afirmou Trump, que já tinha pedido o fim da loteria de vistos em outras ocasiões antes do ataque.

"Loteria para a diversidade... Soa bonito, mas não é bonito, não é bom, não foi bom e fomos contra", acrescentou.

Em uma série de mensagens no Twitter hoje, Trump repercutiu uma informação de vários veículos de imprensa, entre eles a rede de televisão "ABC", de que o suspeito de ter cometido o atentado, Sayfullo Saipov, um uzbeque de 29 anos, chegou aos EUA há sete anos graças à loteria de vistos.

Trump já se tinha mostrado contra esse programa, e em agosto apoiou formalmente um projeto de lei que o eliminasse.

O presidente americano afirmou que quer que a imigração aos Estados Unidos seja "baseada no mérito" e inclua só "pessoas que vão manter o país seguro".

"Não queremos loterias e não queremos migração em cadeia, pela qual alguém como ele (o suspeito do atentado) poderia trazer muitos membros de sua família", ressaltou Trump.

Perguntado se acredita que esses membros da família de Saipov representariam um risco para os Estados Unidos, Trump respondeu que "certamente poderiam".

A "Loteria de vistos de diversidade" concede aleatoriamente até 50 mil vistos por ano para cidadãos de países que tradicionalmente têm baixas taxas de imigração para os Estados Unidos.

O programa foi criado pelo Congresso americano em 1990, em parte para fomentar a entrada de imigrantes irlandeses, mas nos últimos anos beneficiou sobretudo cidadãos da África.

Vários países do continente americano - como Brasil, México, Colômbia e Canadá - estão excluídos da loteria, porque durante os últimos cinco anos mais de 50 mil cidadãos dessas nações emigraram para os EUA, segundo o Departamento de Estado.

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