Confrontos entre soldados turcos e guerrilheiros curdos deixam 54 mortos

Istambul, 2 nov (EFE).- Pelo menos 46 integrantes da guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e oito membros das forças de segurança da Turquia morreram nesta quinta-feira em confrontos no sudeste do país.

Os enfrentamentos tiveram início em uma área rural de Semdinli, na província de Hakkari, quando membros da guerrilha cruzaram a fronteira do Iraque com a Turquia.

Seis soldados e dois seguranças morreram no confronto com os guerrilheiros. Por isso, o Exército da Turquia decidiu realizar uma operação para buscar os curdos na região.

O Ministério do Interior da Turquia anunciou que 46 membros do PKK morreram em ataques aéreos na províncias de Hakkari e Tunceli, no sudoeste do país.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, falou hoje em Ancara sobre a morte dos oito membros das forças de seguranças da Turquia e prometeu vingança.

"Como sempre dizemos, nos vingaremos. Continuaremos a nossa luta até que eliminaremos todos os terroristas", disse Erdogan, segundo a emissora "CNNTürk".

O PKK - considerado terrorista pela Turquia, pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos - iniciou em 1984 a luta armada contra o governo turco para exigir mais direitos para os 12 milhões de curdos que vivem no país.

A Turquia e o PKK romperam em julho de 2015 um cessar-fogo que tinha durado mais de dois anos. No entanto, as negociações não deram resultado para solucionar o conflito armado.

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