Opositores declaram "governo de salvação nacional" no norte da Síria

Beirute, 2 nov (EFE).- Opositores sírios anunciaram nesta quinta-feira a formação de um "governo de salvação nacional" nas regiões em poder de algumas facções sírias nas províncias de Idlib, Hama e Aleppo, informaram ativistas.

O diretor do Centro de Informação de Idlib, Obeida Fadel, disse à Agência Efe que este governo opositor foi proclamado em reunião em Bab Hawa, no norte de Idlib e na fronteira com a Turquia, mas afirmou que essa declaração ocorre após vários encontros realizados nos últimos meses.

Fadel explicou que o gabinete, liderado pelo líder opositor Mohammad al Shaikh, operará "nas zonas liberadas do norte da Síria, ou seja, em Idlib e áreas rurais de Aleppo e Hama, com exceção dos lugares que estão controlados pelas facções do Escudo do Eufrates".

Nessas províncias, as áreas dominadas pela oposição estão divididas entre as que se encontram em poder de grupos rebeldes apoiados pela Turquia, chamadas "Escudo do Eufrates", e as controladas por outras facções, como a Organização de Libertação do Levante, aliança do ex-braço da Al Qaeda.

Embora o governo opositor deva operar nas zonas onde há presença da Organização de Libertação do Levante, Obeida garantiu que não existe relação com esta organização. "Nenhuma facção militar participa do Executivo, que é formado por acadêmicos e doutores", detalhou o ativista.

Além disso, este gabinete não tem nenhum tipo de relação com o governo interino da oposição, com sede na Turquia e vinculado à Coalizão Nacional Síria (CNFROS), a principal aliança política opositora.

"Agora, o que há são dois governos opositores", afirmou Obeida, que detalhou que alguns membros da oposição decidiram criar o próprio Executivo, longe do guarda-chuva da CNFROS porque "após sete anos de revolução tem gente que não vê nenhum avanço do governo interino e não acreditam nele".

O porta-voz do governo opositor da província de Idlib, que se identificou como Abdel Mayid, disse à Efe que prevê um futuro pouco promissor para o novo gabinete.

"Acho que esse governo será frágil, já que deve trabalhar para todos os sírios e é formado, sobretudo, em Idlib. Além disso, não tem reconhecimento internacional", considerou Abdel Mayid, cuja organização depende da CNFROS.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos