EUA condenam "aumento do autoritarismo" na Venezuela

Washington, 3 nov (EFE).- O governo dos Estados Unidos reiterou nesta sexta-feira sua condenação ao "aumento do autoritarismo" na Venezuela e afirmou que continua "profundamente preocupado com a falta de respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais" do povo venezuelano.

O encarregado da América do Sul no Departamento de Estado, Michael Fitzpatrick, fez essas valorações em Washington em discurso na organização Freedom House, que acolheu um debate com embaixadores da Organização de Estados Americanos (OEA) sobre direitos humanos e democracia na América Latina.

"Os EUA condenam o aumento do autoritarismo do regime da Venezuela", ressaltou Fitzpatrick, que considerou que o governo de Nicolás Maduro faz "esforços sistemáticos" para intimidar e degradar a sociedade civil, condenando-a ao exílio ou colocando-a na prisão.

"Hoje as prisões venezuelanas têm mais de 600 presos políticos, um número extraordinário", lamentou Fitzpatrick.

O diplomata considerou que, nos últimos dois anos, o mundo foi testemunha de uma "erosão constante" da democracia e o Estado de direito na Venezuela, e deu como exemplo as "fraudulentas" eleições regionais realizadas no dia 15 de outubro.

Nessa votação, os aliados de Maduro obtiveram o governo de 18 dos 23 estados do país, segundo resultados oficiais, os quais a oposição não reconhece.

"Na Venezuela, continuamos profundamente preocupados com a falta de respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais", afirmou o responsável do Departamento de Estado, que considerou que o governo de Nicolás Maduro está tomando "ações claras para minar" a democracia e suas instituições.

Fitzpatrick culpou o "regime" de Maduro pela crise que vive o país sul-americano e afirmou que o governo dos EUA continuará pressionando a Venezuela com as "ferramentas apropriadas", desde sanções econômicas até perseguições criminais, passando pela recente negação de vistos a alguns funcionários venezuelanos.

Em seu último veto migratório, o presidente americano, Donald Trump, incluiu a Venezuela no grupo de nações que ameaçam sua segurança.

Efetivamente, a medida restringe a entrada nos EUA dos funcionários venezuelanos encarregados de proporcionar à sua nação informações sobre viajantes, de modo que o veto afeta, por exemplo, trabalhadores do Serviço Administrativo de Identificação, Migração e de Estrangeiros da Venezuela.

Em seu discurso, Fitzpatrick colocou Maduro dentro de um grupo de governos que "estão corroendo o processo democrático" na América Latina, entre eles os de Cuba, Bolívia e Nicarágua, aliados de Maduro.

Por último, o diplomata expressou o compromisso do governo americano para trabalhar com a OEA e os seus aliados na América Latina a fim de conseguir mudanças nesses países.

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