Navios de ONGs resgatam 600 imigrantes no Mediterrâneo, mas há desaparecidos

Genebra, 3 nov (EFE).- Os navios das ONGs Médicos Sem Fronteiras (MSF) e SOS Mediterrâneo resgataram quase 600 imigrantes no Mediterrâneo central que saíram da Líbia para chegar à Itália, embora um número desconhecido de pessoas tenha desaparecido na travessia.

O resgate aconteceu no último dia 1º de novembro, quando uma lancha afundou e dezenas de imigrantes, entre eles mulheres e crianças, caíram na água, informou o médico da MSF, Seif Khirfan, que estava a bordo da embarcação Aquarius.

Embora a MSF não tenha recuperado corpos sem vida dos imigrantes que caíram na água, Khirfan garantiu: "Vimos pessoas se afogando".

A equipe da MSF lançou coletes à água e conseguiu reviver um homem com uma parada cardiorrespiratória, que foi levado em um helicóptero à Itália.

Além disso, houve vários casos de hipotermia suave e moderada, e os médicos da MSF trataram também ferimentos prévios que os imigrantes tinham sofrido na Líbia, um país onde os refugiados e os migrantes estão expostos a "níveis alarmantes de violência e exploração".

A grande maioria dos imigrantes resgatados no Mediterrâneo tinha transitado pela Líbia e relataram às equipes da MSF os abusos que tinham sofrido pelas mãos de traficantes, grupos armados e milícias.

Os abusos incluem violência, inclusive sexual, assim como detenção arbitrária em condições desumanas, tortura e outras formas de maus tratos, exploração econômica e trabalho forçado.

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