Protestos eleitorais no Quênia deixam 12 mortos, afirma Comissão D.Humanos

Nairóbi, 3 nov (EFE).- Doze pessoas morreram, entre elas um menor, e 60 ficaram feridas nos protestos contra as eleições do dia 26 de outubro no Quênia, garantiu nesta sexta-feira a Comissão Nacional para os Direitos Humanos (KNCHR, na sigla em inglês).

Estas mortes, confirmadas por pesquisadores da instituição num relatório publicado hoje, aconteceram entre 25 e 27 de outubro, principalmente em confrontos contra a Polícia em zonas do oeste do país como Kisumu e Homa Bay, tradicionais redutos da oposição.

Os 12 mortos se somam assim aos cinco registrados no período pré-eleitoral, que a Comissão fixa entre 2 e 16 de outubro e no qual se fala em mais de 90 feridos.

Entre as eleições do dia 8 de agosto e as de 26 de outubro, a KNCHR conseguiu confirmar 54 mortes e mais de 150 feridos.

Os correligionários da legenda opositora Super Aliança Nacional (Nasa, na sigla em inglês) protestaram contra a realização da repetição das eleições presidenciais e, em alguns condados ocidentais, chegaram a impedir que se realizasse a votação, ao considerar que carecia de garantias democráticas.

A Nasa boicotou o pleito depois que a Comissão Eleitoral não fez as reformas exigidas para garantir que não se repetissem as irregularidades que levaram à anulação dos resultados das eleições do dia 8 de agosto.

Nas eleições do dia 26 de outubro, o presidente Uhuru Kenyatta concorreu somente contra candidatos minoritários, por isso que venceu com mais de 98% dos votos numa votação que registrou uma participação de 39%.

Para evitar que continuem sendo registrados episódios de violência, a KNCHR pediu aos líderes políticos que "ajam para restaurar a paz, integridade e unidade do Quênia", e critica que até agora só tenham realizado declarações que provocaram uma "maior polarização e divisão, especialmente entre diferentes etnias".

"Um ambiente político tão hostil propicia que continuem aumentando as violações dos direitos humanos, especialmente contra os membros mais vulneráveis da sociedade", sentencia o relatório. EFE

vec/ma

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