Trump volta a pedir investigação contra Hillary Clinton

Washington, 3 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou nesta sexta-feira mais uma vez sua adversária nas eleições presidenciais do ano passado, Hillary Clinton, e pediu ao Departamento de Justiça e ao FBI que investiguem se a democrata financiou um relatório sobre sua possível relação com o Kremlin.

"Todo mundo anda perguntando por que o Departamento de Justiça (e o FBI) não investiga toda a indecência da 'desonesta' Hillary e os democratas", escreveu o presidente americano em sua conta pessoal no Twitter.

Trump quis assim abordar a polêmica pela iminente publicação de um livro da ex-presidente interina do Partido Democrata, Donna Brazile, que disse ter provas de que Hillary manipulou as eleições primárias contra o senador Bernie Sanders.

Além disso, o governante republicano aproveitou para atacar a influente senadora democrata Elizabeth Warren, apesar de esta ter reforçado ontem suas teorias ao afirmar que as primárias de seu partido foram efetivamente manipuladas para beneficiar a ex-primeira-dama.

"Pocahontas (apelido com o qual Trump costuma se referir de forma depreciativa a Warren) acaba de afirmar que os democratas, liderados pela lendária 'Desonesta' Hillary, manipularam as primárias. Vamos, FBI e Departamento de Justiça!", escreveu.

O presidente vê nesta possível manobra um motivo questionar a honestidade da ex-secretária de Estado, a quem também acusa de ter financiado a elaboração de um relatório sobre a suposta interferência do governo russo na campanha presidencial de 2016.

"A verdadeira história sobre a interferência está no novo livro de Donna B. A 'Desonesta' Hillary comprou o Comitê Nacional Democrata e depois roubou as primárias democratas do louco Bernie (Sanders)", afirmou Trump, que não hesitou em relacionar esta informação com outras ações controversas de sua ex-adversária.

O republicano fez referência ao acordo de venda de urânio à Rússia por parte do governo do ex-presidente Barack Obama, aos e-mails apagados por Hillary quando era investigada por usar sua conta pessoal para assuntos oficiais e acrescentou que o Departamento de Justiça e o FBI devem fazer "o que é certo", pois "os americanos merecem".

Pouco antes de seguir viagem rumo ao Havaí, de onde neste sábado viajará com destino ao Japão para iniciar uma excursão oficial pela Ásia, o presidente aproveitou a presença de jornalistas para tocar no assunto e reafirmou que gostaria de "se envolver" numa possível investigação sobre o caso.

Quanto à suposta interferência do Kremlin na campanha presidencial, que teria tido como objetivo favorecê-lo, cuja investigação teve um novo capítulo nesta semana com a prisão domiciliar do antigo chefe de campanha do agora presidente, Paul Manafort, Trump negou que tal fato tenha ocorrido.

"Posso dizer isto: não houve interferência, não houve nada. Francamente, é uma desgraça insistirem nisso".

O presidente também minimizou a importância das acusações feitas nesta semana por um dos membros de sua equipe de campanha, George Papadopoulos, que foi acusado após confessar ter mentido sobre seus contatos com indivíduos ligados a Moscou.

Segundo a imprensa americana, Papadopoulos, que trabalhou como voluntário em relações exteriores durante a campanha, programou uma reunião do candidato com o presidente russo, Vladimir Putin.

"Não lembro muito sobre esse encontro. Foi um encontro muito pouco importante, que aconteceu há muito tempo. Portanto, apenas não me lembro", afirmou Trump.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos