Departamento de Estado dos EUA recomenda acabar com benefício migratório TPS

Washington, 3 nov (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou o fim do Status de Proteção Temporária (TPS) para Nicarágua, Honduras, El Salvador e Haiti, beneficiando 413.500 imigrantes que residem e trabalham legalmente em território americano, informou na sexta-feira o "The Washington Post".

O jornal, que cita funcionários sob condição de anonimato, explicou que o Departamento de Segurança Nacional (DHS), encarregado de tomar a decisão sobre o TPS, recebeu nesta semana a recomendação do Departamento de Estado.

O TPS é um programa migratório criado em 1990 que os EUA concedem de forma extraordinária as pessoas nascidas em países afetados por conflitos bélicos ou desastres naturais.

Atualmente vivem 439.625 imigrantes nos Estados Unidos amparados pelo TPS, segundo dados fornecidos à Agência Efe pelo Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS).

Na sua maioria são salvadorenhos (263.282), hondurenhos (86.163) e haitianos (58.706). Da Nicarágua, são 5.349 beneficiados.

Os outros países com TPS são africanos e asiáticos, destacando o Nepal, com 12.967 beneficiados, e a Síria, com 6.177.

No caso de Honduras e a Nicarágua, os EUA concederam o TPS em 1998 após a passagem do devastador furacão Mitch pela América Central. El Salvador recebeu em 2001, produto de uma série de tremores e o Haiti em 2010, pelo seu catastrófico terremoto.

Nos últimos anos, os beneficiados do TPS viram sua permissão ser renovada automaticamente por períodos de 18 meses, mas agora o governo de Donald Trump decidiu reavaliar as condições que justificaram a concessão do programa.

De acordo com os funcionários que falaram com o jornal, o Departamento de Estado concluiu que os problemas de violência, corrupção e pobreza que ainda atravessam alguns destes países da América do Sul e o Haiti não têm a ver com os desastres que provocaram a concessão do TPS.

A decisão definitiva sobre o TPS a hondurenhos e nicaraguenses deve acontecer nos próximos dias, já que o governo precisa se pronunciar 60 dias antes que expire no dia 5 de janeiro de 2018.

No caso dos haitianos e salvadorenhos, o TPS expira nos dias 22 de janeiro e 9 de março, respectivamente, por isso o governo também necessita tomar uma decisão definitiva nas próximas semanas.

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