Egito convoca embaixadores que condenaram detenção de advogado ativista

Cairo, 5 nov (EFE).- O Ministério de Exteriores do Egito convocou neste domingo os embaixadores do Reino Unido, Alemanha, Holanda, Itália e Canadá para protestar pela decisão destes países de condenar a detenção do advogado Ibrahim Metuali, um conhecido ativista contra os desaparições forçadas.

Em comunicado, o departamento considerou a nota desses cinco Estados ocidentais "uma intervenção inaceitável nos assuntos internos e no trabalho do Poder Judiciário".

O Egito destacou que Metuali não é "um preso político", mas está detido "por acusações" que a Procuradoria-Geral está "investigando", e pediu respeito aos trâmites judiciais no Egito.

Em 3 de novembro, os cinco países ocidentais mostraram em comunicado conjunto "preocupação" pela detenção preventiva do advogado, detido no aeroporto do Cairo em 10 de setembro quando pretendia viajar para se reunir com um equipe da ONU que trabalha em casos de desaparições forçadas.

Metuali fundou a associação das Famílias dos Desaparecidos Forçados em 2013, depois de perdeu a pista de seu filho em uma manifestação contra a derrocada militar do presidente islamita Mohammed Mursi.

O advogado, além disso, segue o caso do estudante italiano Giulio Regeni, desaparecido e assassinado no Egito em 2016.

Desde o golpe de estado de 2013, as autoridades declararam guerra ao terrorismo e perseguiram as Irmandade Muçulmana, assim como opositores, ativistas e jornalistas, entre outros.

Nos últimos meses, ONG locais e internacionais denunciaram o desaparecimento forçado e a detenção "fora da lei" de centenas de pessoas no Egito e pediram às autoridades que revele seus paradeiros.

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